Em janeiro, nasceram, em Portugal, 6.195 novas empresas – o maior número de nascimentos num único mês registado na última década, revela a Informa D&B.
O ano de 2018 terminou com um recorde de novas empresas em Portugal e é também com um recorde que se inicia 2019. Em janeiro, surgiram 6.195 novas empresas, “o maior número de nascimentos num único mês nos últimos dez anos”, avança a Informa D&B. O valor representa um crescimento de 15,2% face ao primeiro mês de 2018, “que já tinha estabelecido um novo máximo anual de constituições de empresas, com 45.834 novas organizações, mais 11,9% que em 2017”, nota a empresa.
Foi no setor dos serviços que se registou um maior número de novas empresas, no primeiro mês do ano. De acordo com o Barómetro da Informa D&B, nasceram 2.033 estabelecimentos no referido setor, seguindo-se o setor da construção, com 822 novas empresas, e o retalho, com 720.
É igualmente no setor dos serviços, construção e transportes que mais cresce o número de constituições. Surgiram, em janeiro, no setor dos serviços mais 306 empresas, equivalentes a um crescimento de 17,7%, na construção 260, correspondente a um aumento de 46,3% e, nos transportes, nasceram mais 198 empresas, representando um crescimento de 103,7%, face ao período homólogo de 2018. Contrariamente, é no setor das atividades imobiliárias que mais decresce o número de novos negócios. Em janeiro deste ano, e comparativamente com igual período do ano passado, surgiram menos 84 empresas, valor que representa um decréscimo de 16,7%.
Encerramentos com valores semelhantes a janeiro de 2018
Segundo a Informa D&B, e “após uma série de meses a registar um significativo aumento, em janeiro de 2019, os encerramentos mantêm-se em valores semelhantes aos do primeiro mês do ano passado, registando apenas mais 0,6% de empresas a fechar portas”. O setor dos serviços, com 400 encerramentos, e o do retalho, com 281, são os que assistem a um maior número de encerramentos.
No primeiro mês de 2019, os processos de insolvência desceram, registando-se 179 novas insolvências, menos 25,1% que no período homólogo.