O
mercado de trabalho está a mudar e, com ele, a relação entre empresas e trabalhadores e as regras que a regulam. A transparência salarial é uma das manifestações mais visíveis dessa transformação, mas não a única. Foi este o ponto de partida do encontro promovido pelo Grupo Egor, no passado dia 10 de setembro, no Oporto Cricket & Lawn Tennis Club, no Porto, que reuniu cerca de 50 convidados, num ano em que o grupo assinala 40 anos de atividade no mercado nacional.
O encontro juntou responsáveis de recursos humanos (RH) e de gestão de empresas dos setores das telecomunicações, energia, administração pública, área financeira e indústria. Participaram clientes das quatro empresas do Grupo Egor (Egor, Synchro, The Bridge e IT House) num momento que combinou networking com uma sessão dedicada aos desafios que estão a marcar o direito do trabalho e a gestão das relações laborais.
A transparência salarial esteve no centro da discussão. A Diretiva Europeia que regula esta matéria e o impacto que terá nas empresas portuguesas foram analisados pelo advogado Alcides Martins, sócio fundador da Alcides Martins, Bandeira, Simões & Associados – Sociedade de Advogados (AMBS Advogados).

O mercado de trabalho em Portugal, a evolução das remunerações e o papel da imigração foram alguns dos temas abordados, a par da relação entre empresa e trabalhador e da informação que deve ser partilhada entre as duas partes. Entre as questões colocadas esteve também o uso de algoritmos na relação laboral, num momento em que novas ferramentas tecnológicas começam a interferir em processos tradicionalmente mediados por pessoas.
Na transparência salarial, o debate centrou-se na igualdade de remuneração por trabalho igual ou de valor igual, mas também numa questão que permanece em aberto para as organizações: até que ponto é possível conciliar esse princípio com a diferenciação de quem mais produz e que lugar deve ocupar a informação salarial numa relação de trabalho cada vez mais transparente.
A sessão passou ainda pela aplicação prática do Código do Trabalho. Alcides Martins chamou a atenção para erros simples que podem ser evitados na gestão e para os riscos de uma abordagem excessivamente uniforme às relações laborais. Outro dos temas em destaque foram os novos litígios judiciais já em curso e a crescente complexidade das relações no local de trabalho.
Uma transformação que vai além da lei
Para Alexandre Antunes, CEO do Grupo Egor, “a transparência salarial vai muito além de uma alteração legislativa”. O responsável defende que “é um sinal da profunda transformação a que estamos a assistir no mercado de trabalho e na relação entre empresas e pessoas”, e “o Grupo EGOR quer estar ao lado das organizações, ajudando-as a antecipar estas mudanças e a transformar novos desafios em melhores práticas de gestão”.
O encontro do Porto foi o primeiro de dois encontros que o Grupo Egor está a promover este mês com os seus clientes. O segundo realiza-se no dia 24 de setembro, em Lisboa.
Criado em 1986, o Grupo Egor assinala este ano quatro décadas de atividade e é composto por quatro empresas especializadas em diferentes áreas da gestão de RH. A Egor dedica-se ao recrutamento especializado de talento middle & top management e C-Level; a Synchro atua em outsourcing, nomeadamente nas áreas de contact centers e BPO; a The Bridge está focada no trabalho temporário e na cedência direta de quadros operacionais; e a IT House desenvolve soluções tecnológicas de recrutamento e integração de talento.
O grupo conta atualmente com 12 escritórios de norte a sul do país, cerca de 100 milhões de euros de volume de negócios e mais de cinco mil colaboradores ativos junto dos seus clientes. Com capital 100% português, apresenta-se como a maior empresa de capital nacional no setor dos RH em Portugal.
Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI