Agosto trouxe calor, mas também um arrepio para quem está desempregado. A taxa de desemprego em Portugal subiu para 12,4%.
Agosto veio acabar com a tendência vivida até agora, pois segundo os dados, embora provisórios, do Instituto Nacional de Estatística (INE) o mês de agosto registou um aumento da taxa de desemprego de 0,1 pontos percentuais, face a julho, interrompendo a tendência de descida e de estabilização verificada desde o início do ano.
O INE, neste mesmo mês, aponta para a existência 633 mil pessoas desempregadas, um acréscimo de 4,8 mil pessoas em relação a julho. “Assistiu-se a um acréscimo na população desempregada de mulheres (mais 6,9 mil), jovens (mais 2,9 mil) e adultos (mais 1,8 mil). Para os homens verificou-se uma diminuição de 2,1 mil pessoas desempregadas face ao mês anterior” refere o instituto na nota divulgada.
A taxa de desemprego entre os jovens aumentou para 31,8%, tendo registado um acréscimo mensal de 0,6 pontos percentuais.
Depois dos sinais positivos verificados nos meses anteriores, a população empregada encolheu cerca de 34 mil pessoas em relação a Julho e 5,3 mil pessoas na comparação com o ano passado. Há agora pouco mais de 4,462 milhões de pessoas a trabalhar em Portugal. Desde Fevereiro, a economia estava a criar emprego, com a população empregada a aumentar de forma significativa. Os dados provisórios, ajustados de sazonalidade, mostram que o ciclo interrompeu-se em Agosto.
Os dados dizem respeito à população dos 15 aos 74 anos e foram previamente ajustados de sazonalidade. Se não tivermos em conta os efeitos das actividades sazonais, a taxa de desemprego ficou em 12,2% da população activa, 0,4 pontos acima do valor definitivo de Julho.
Os números agora divulgados são provisórios, uma vez que são apurados com base em trimestres móveis, compostos por dois meses para os quais a recolha da informação do inquérito ao emprego já foi concluída e um mês para o qual o INE faz uma projecção. Por essa razão, só em Outubro serão conhecidas as estatísticas definitivas de Agosto.
O INE divulgou também as estatísticas definitivas do mês de Julho. O desemprego afinal ficou em 12,3%, em vez dos 12,1% apontados pelas estimativas.
Fonte: Adaptado do Jornal o Público
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