O Merco Talento avalia a capacidade das empresas para atrair e reter talento, com base nas opiniões de diferentes públicos. Em 2024, a elaboração do ranking Merco Talento Universitário exigiu a análise de todas as empresas, seguida da seleção das 10 melhores, o que permitiu a criação do perfil da atratividade da marca empregadora.
Os participantes no estudo foram 1.008 alunos universitários, dos quais 49,7% foram raparigas, 88% de nacionalidade portuguesa e 79,8% formados única e exclusivamente em Portugal. A maioria são mestrandos, ou estão a tirar formação equivalente. Quase metade dos participantes estão integrados na área de estudo das ciências sociais e jurídicas.
No Top 5 do ranking, ficaram colocadas as seguintes empresas:
- Microsoft – 10.000 pontos;
- Google – 8.715 pontos;
- Sonae – 8.248 pontos;
- Deloitte – 7.704 pontos;
- Grupo Nabeiro (Delta Cafés) – 7.483 pontos.
Sobre ser considerada a melhor empresa para trabalhar, segundo os universitários, Maria Kol, Human Resources Lead da Microsoft Portugal, garantiu: “É um orgulho sermos reconhecidos como a melhor empresa para trabalhar em Portugal pelos universitários. Este reconhecimento reflete o nosso compromisso com um ambiente inclusivo, onde a diversidade é vista como essencial para a inovação.”
“Para apoiar essa visão, implementamos várias iniciativas que atraem jovens talentos, incluindo programas de estágio e desenvolvimento de carreira, que incentivam a criatividade e a colaboração. Agradecemos a todos os estudantes que nos escolheram e reafirmamos o nosso compromisso em valorizar o talento jovem”, concluiu.
Em termos setoriais, os universitários consideraram como melhores empresas para trabalhar:
- Grupo Nabeiro (Delta Cafés) – Alimentação;
- Deloitte – Auditoria e Consultoria;
- Mercedes-Benz – Automóvel;
- Santander – Bancário;
- Super Bock Group – Bebidas;
- IKEA – Distribuição e Equipamento para o Lar;
- FNAC – Distribuição Especializada;
- Mercadona – Distribuição Generalista;
- Inditex – Distribuição Moda;
- L’Oréal – Drogaria e Perfumaria;
- Samsung – Eletrónica de Consumo/Informática;
- EDP – Energia e Utilities;
- Disney – Entretenimento e Lazer;
- Pfizer – Farmacêutico;
- Sonae – Holding Empresarial;
- Pestana Hotel Group – Hotelaria e Turismo;
- The Navigator Company – Indústria;
- Microsoft – Informática e Software;
- Mota-Engil – Infraestruturas e Construção;
- RTP – Meios de Comunicação;
- CUF – Saúde;
- Fidelidade – Seguros;
- Synopsis – Serviços Profissionais;
- Altice – Telecomunicações;
- CTT – Correios de Portugal – Transporte de Mercadorias e Logística;
- TAP Air Portugal – Transporte de Passageiros.
O objetivo do Merco Talento Universitário é, também, fornecer informação sobre a avaliação que os estudantes do último e penúltimo anos de licenciatura fazem do seu curso e dos serviços de emprego da universidade (fatores que os levaram a escolhê-lo, grau de satisfação, etc.), as suas preferências de trabalho (setor, tipo de empresa, expectativas salariais) e aspetos relacionados com a procura de emprego (como e onde procuram informação sobre as empresas, que fatores mais valorizam na escolha de uma empresa, etc.).
Para os alunos em Portugal, um salário médio de 1.298€ líquidos por mês é suficiente, quando entram no mercado de trabalho. Segundo o estudo, as empresas mais atrativas são as grandes multinacionais, independentemente de serem portuguesas ou estrangeiras, resultados partilhados também pelos estudantes em Espanha.
Os alunos inquiridos estão alinhados na procura de um tipo de trabalho com salário variável, mas com possibilidades de crescimento, de um emprego com maior independência e autonomia, onde se possam desenvolver profissionalmente, mesmo que seja mais instável.
As prioridades dos alunos
29% dos inquiridos valorizam empresas que ofereçam bons salários e benefícios interessantes, bem como uma melhor qualidade de vida (flexibilidade, teletrabalho, etc.). Cerca de 15% considera a Formação e o Desenvolvimento Profissional como um dos critérios de eleição e apenas 2% a Inovação & Criatividade.
No que diz respeito ao que mais valorizam quando procuram emprego, os estudantes universitários (em Portugal e Espanha) colocam a Flexibilidade de Horário antes da Estabilidade no Emprego (25% e 16%, respetivamente), logo seguidos do Teletrabalho (15%).
Os fatores mais valorizados pelos estudantes na seleção de uma empresa para trabalhar são retribuição e benefícios, qualidade de vida, formação e desenvolvimento profissional e bom ambiente de trabalho. 23,4% assumem, ainda, que preferem residir fora de Portugal, enquanto para 42,1% é indiferente o país em que residem. Os restantes 34,5% preferem manter-se em Portugal.