A Google mudou de nome e vai tornar-se uma holding chamada Alphabet. A empresa aproveita assim a oportunidade de fidelizar alguns dos seus mais importantes colaboradores no meio da guerra de talentos latente atualmente na Silicon Valley.
Sundar Pichai, um engenheiro de origem indiana, vai ser o responsável pela nova entidade. Integrou a Google em 2004 como vice-presidente para os produtos da empresa e há vários anos que rumores anunciavam a sua saída. Foi muito falado para dirigir a Microsoft antes de a escolha recair em Satya Nadella, outro engenheiro indiano como ele. Há uns meses falou-se dele para integrar a Twitter. Na Silicon Valley, a guerra dos talentos é brutal e fidelizar os colaboradores é essencial. Para o manter na empresa a Google ofereceu-lhe um vencimento na ordem dos 50 milhões de dólares anuais.
A Google já sofreu anteriormente com a saída de colaboradores importantes: em 2013, Hugo Barra, o brasileiro porta-voz dos produtos Android do grupo saiu para o fabricante de smartphones chinês Xiaomi para uma função de vice-presidente. Um revés importante para a empresa.
Em maio, outro engenheiro responsável pelo projeto Ara (um smartphone personalizável) também saiu para o centro de inovação da Airbus na Silicon Valley.
As empresas da Silicon Valley fazem qualquer coisa para não deixar escapar os seus talentos.
E, prestes a fazer 20 anos, a Google não quer ser vista como “has been” pelos talentos mais promissores, frente a empresas como a Twitter ou a Facebook muito mais recentes.
Assim, esta transformação em Alphabet aparece também como um rejuvenescimento para a empresa e permite a nomeação de 8 novos CEO para dirigir as suas filiais.