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ois em cada cinco novos gestores em Portugal (43%) aceitaram o cargo devido ao salário. Já a nível internacional, 37% dos profissionais assumem que esta é principal motivação. Estas são conclusões do estudo Gestores em Início de Funções, do grupo Cegoc.
Realizado em março de 2025 em 10 países da Europa, América Latina e Ásia, o estudo lança luz sobre o percurso, as expetativas e os desafios deste nível estratégico de gestão, crucial tanto para o desempenho organizacional como para as muitas transformações que as empresas devem conduzir.
Para Filipe Luz, Head of Learning & Development Solutions, “este estudo do Grupo Cegos lança um alerta claro às Direções de Pessoas: o sucesso das organizações depende cada vez mais da forma como estruturamos a primeira experiência de liderança”. “Os novos gestores surgem motivados e conscientes do seu impacto, mas enfrentam lacunas relevantes em capacitação formal e apoio contínuo. Em Portugal, este é um terreno fértil, há vontade e alinhamento, mas faltam mecanismos estruturados que assegurem a integração e o crescimento sustentável destes líderes emergentes. O futuro da cultura de liderança começa no agora: investir desde o primeiro dia é garantir coerência entre a ambição de transformação e a prática de gestão de talento”, defende em comunicado.
Os dados do estudo revelam que 36% dos profissionais identificados para novos gestores não quiseram assumir o cargo. Em Portugal foram 8%, o valor mais reduzido entre os países do estudo.
O estudo refere também que 56% dos gestores em início de funções afirmam ter recebido formação antes de assumir as suas funções (valor igual em Portugal). Tanto na globalidade como em Portugal, 77% dos gestores em início de funções garantem já ter integrado a IA nas suas próprias práticas de gestão.
15% dos novos gestores revelam uma dificuldade estrutural em manter o equilíbrio entre a vida profissional e privada. Este valor sobe para 20% por cá.
Quanto às competências, as três mais valorizadas, tanto por gestores em início de funções como por Diretores de Recursos Humanos (DRH), para as funções de gestão são: liderança e motivação das equipas; comunicação clara e eficaz com a equipa e, finalmente, tomada de decisões rápidas e estratégicas.
Numa escala de 0 a 10, os novos gestores avaliam-se em 7,93 (7,68 em Portugal). Os DRH atribuem-lhes 7,24 (6,81 em Portugal).