Daqui a cinco anos, mais de um terço das competências (35%) mais valorizadas no mercado do trabalho atualmente deixarão de ser relevantes para reter ou atrair talento. O ano 2020, será marcado por uma robótica avançada, por um transporte mais autónomo, pela inteligência artificial e aprendizagem mecanizada, por exemplo.
Estes desenvolvimentos vão transformar a maneira como vivemos, e a forma como trabalhamos. Alguns trabalhos vão desaparecer, outros vão crescer e empregos quase inexistentes vão tornar-se comuns. O que é certo é que os futuros colaboradores terão de atualizar as suas competências para manter o ritmo.
Um novo relatório do World Ecomomic Forum, The Future of Jobs, dá uma perspetiva do emprego, das competências e a estratégia de trabalho para o futuro.
O presente relatório pediu aos diretores de recursos humanos, e chefes de estratégia de grandes empresas para desmitificam estas mudanças atuais e quais as suas consequências no que diz respeito ao emprego, competências e recrutamento.
Fica o top 10 das competências exigidas para 2020:
Quais as competências que sofrerão alterações?
A criatividade, por exemplo, vai tornar-se uma competência indispensável aos colaboradores. Com a avalanche de novos produtos, das novas tecnologias e novas formas de trabalho, os trabalhadores vão precisar de ser mais criativos.
Ao contrário da criatividade, competências como capacidade de negociar e flexibilidade vão deixar de ser importantes, pois serão feitas por máquinas que utilizarão dados para decidir pelos humanos.
Um estudo feito pelo World Ecomomic Forum sobre o futuro do Software e da Sociedade mostra que as pessoas têm consciência que as máquinas de inteligência artificial vão passar a fazer parte do conselho de administração das suas empresa, até pelo menos 2026.
Da mesma forma, o active listening considerado uma competência fundamental, irá desaparecer completamente do top 10. A inteligência emocional, que não apresentam no top 10 , vai se tornar uma das principais competências necessárias.
A natureza da mudança vai depender muito da própria indústria. Nos media e no entretenimento, por exemplo, já tem visto uma grande mudança, nos últimos cinco anos.
O setor de serviços financeiros e de investimento, no entanto, ainda tem de ser radicalmente transformado. Aqueles que trabalham em vendas e produção terão novas habilidades, tais como a literacia tecnológica.
Alguns avanços estão à frente de outros. Internet móvel e tecnologia cloud já afeta a forma como se trabalha. Quanto à inteligência artificial, a impressão a 3D entre outros, ainda estão em fase inicial, mas prevê-se a sua propagação será rápida.
A mudança não vai esperar por ninguém: os líderes empresariais, educadores e governos, todos precisam ser próativo na melhoria das qualificações e reciclagem pessoas, para que todos possam beneficiar da IV Revolução Industrial.