Qual a personalidade que mais admira?
A minha mãe, por ser sempre um porto de abrigo para a família, um exemplo e um “levanta moral”. Tem as palavras certas para animar os outros e a mim em particular. Acho que demoramos tempo até perceber o valor das mães – a adolescência é um deserto nesse aspecto – mas quando o vemos é maravilhoso. Tenho a sorte de ter uma mãe que é como Abraão, nasceu para adoptar todos os filhos do mundo com o seu manto de conciliação. Tenho-a para mim e para os meus filhos, o que é uma sorte e um dom. Empresto-a a amigos seleccionados…
Qual a crítica mais construtiva que já recebeu?
Muitas…retenho uma mais antiga e uma mais recente. Lembro-me de ainda na escola secundária ter um professor de filosofia particularmente exigente, que pedia uma sumário da última aula no início da outra. Costumava fazê-lo eu porque gostava e achava que libertava os meus colegas de algo que não apreciavam. No final disse-me: se utilizarmos os nossos dons sem ser ao serviço dos outros não nos serve de muito. Percebi a mensagem – eu estava a agir sozinha, apenas porque gostava e não estava a incluir os outros. Mais recentemente descobri que se pode apreciar o momento presente. Não posso dizer que o mestre budista que me ensinou a fazê-lo – o Sagaraprya – me tivesse feito uma crítica, mas a verdade é que estava a fazer um curso de meditação budista com ele e descobri que nunca tinha vivido no presente. Até então recordava o passado e essencialmente projectava-me no futuro. A qualidade do momento presente, mesmo que encerre coisas menos boas, é essencial para vivermos bem.
Quais as qualidades que mais aprecia nos seus colaboradores?
Autonomia, lealdade e responsabilidade. A “cereja no topo do bolo” é sentido de humor. Diversão e trabalho são dois ingredientes que se conjugam bem.
Em que ocasião desliga o seu telemóvel?
Nunca, mas uso com frequência o botão do silêncio.
Qual o sonho que lhe falta realizar?
36! Há dois anos a minha melhor amiga perguntou-me pela minha lista de sonhos e conclui que não tinha. Aproveitei a oportunidade para fazer uma. Eram 40 e já concretizei 4. Tenho o resto da vida para os restantes 36…Tirar o brevet e ir à Índia são dois de que não gostaria de abdicar.