Recrutamento foi o tema da conferência de dia 12 de maio, no Hotel Tryp Aeroporto, organizada pela Let’s Talk Group. Não se tratava de um recrutamento qualquer, com a procura nos sites de emprego,e/ou das agências, como habitual, mas sim de um novo tipo de recrutamento- o Social Hire. Em que isto consiste? Num tipo de recrutamento inovador através das redes sociais, como o likedin.
Durante todo este dia os oradores foram desmistificando este fenómeno e como as empresas poderiam usufruir deste novo conceito de recrutamento.
Miguel Luís, People Manager da Go Express explicou o fenómeno do Employer Branding, que consiste em dar enfoque ao ‘amor’ pela marca, como se sentem os colaboradores em relação à marca e como no fim das contas elevar a notoriedade da marca. A empresa deve apostar primeiro na sua componente interna. E concentrar 50 % dos seus esforços no retenção e no engagement, onde o empregado se sente comprometido e os restantes 50% para a atração, onde o candidato sente vontade de fazer parte daquela companhia.
Para ilustrar a dedicação à marca mostrou um vídeo da motivação dos trabalhadores da Harley Davidson. E é a dedicação à marca é o primeiro passo para o Employer Branding.
De seguida, Inês de Castro, RH Business Partner da Sonae mostrou-nos as novas tendências dos consumidores, assim como a aposta da Sonae para 2015. Os novos consumidores são mais esclarecidos. Vêm às lojas já com uma ideia pré-concebida do que querem e não para uma opinião comercial. Por isso, os novos trabalhadores têm de ser mais esclarecidos e preparados para este tipo de clientes. Sendo assim, a Sonae têm de recrutar jovens diferentes.
A aposta no recrutamento pela internet vai permitir à empresa ser mais cirúrgica na escolha dos candidatos e ir mais facilmente ao encontro das suas necessidades, assim como irá permitir uma maior independência de parceiros externos. A oradora, no entanto, deixou algumas ressalvas, no que diz respeito às redes sociais como o tempo de resposta entre o candidato e a marca, por exemplo.
Discutiu-se entre muitos assuntos a internacionalização do recrutamento. Para os oradores, as plataformas como linkedin permitem fazer uma pesquisa mais filtrada e de acordo com as suas necessidades, não perdendo tempo em ler imensos currículos, como antes acontecia. Para além disso, veem na globalização da Internet uma vantagem, para encontrar e contratar os melhores candidatos, mesmo que estejam no outro lado do globo.
David Correia é o Enterprise Relationship Manager do Linkedin aconselhou as empresas a fazer uso das ferramentas da plataforma e salientou sobretudo que cada empresa no Linkedin deve:
– Build: construir a sua imagem na rede, assim como adquirir seguidores;
– Engage: manter o contacto com essa rede;
– Recrutar;
Francisco da Silva, Diretor de Marketing da Live Content que tem a seu cargo a representação do Twitter, em Portugal apresentou um caso prático do @seekjobs, uma plataforma de recrutamento australiana, como um exemplo daquilo que se pode fazer em Portugal. De uma maneira criativa a seekjobs desafiou os candidatos em 140 caracteres apresentarem o seu CV de forma original. O representante do twitter ainda salientou que vê no twitter uma oportunidade para a empresa conhecer melhor o candidato, no que diz respeito à sua personalidade e maneira de lidar com certos assuntos.
José Paiva, fundador da Jobbox veio refutar tudo o que já tinha sido dito anteriormente. Segundo o fundador da jobox é necessário uma nova estratégia de recrutamento, através de múltiplas fases: informação vinda da Internet, referências, teste de competências e uma entrevista com um especialista. Com este processo consegue-se obter mais informação sobre os candidatos.
Por último, mas não menos importante Tony Restell, fundador do Social-Hire.com e Top-consultant.com veio falar do recrutamento dos últimos 20 anos e das tendências atuais de recrutamento. Até 1990, o recrutamento era feito através dos jornais e das agências de recrutamento. A partir de 2000 o recrutamento passou a ser feito maioritariamente por sites de emprego e pelas agências de recrutamento. Contudo, atualmente o paradigma mudou e o social media ocupa o segundo lugar de recrutamento. Para além disso o fundador do Social-hire.com salientou ainda que os ganhos do recrutamento social não se transmitem apenas na qualidade dos candidatos, mas também na quantidade, no tempo de recrutamento e nas referências do candidato.
Autoria: Carolina Veríssimo