A aposta em novos modelos de trabalho marcou o ano passado. Houve mais profissionais a adotarem o coworking face a 2017.
Neste novo ano, as empresas irão continuar a investir em modelos de trabalho flexíveis. Os dados do Barómetro de Tendências de Espaços de Trabalho, desenvolvido pelo centro de negócios Avila Spaces, dão conta de um aumento de profissionais que adotaram um modelo de trabalho em coworking, em 2018, face a 2017, sugerindo que, este ano, a tendência se manterá. “Em 2019 as empresas irão continuar a apostar cada vez mais em modelos de trabalho flexíveis, sendo que muitas delas utilizam em simultâneo o coworking, o escritório virtual e o teletrabalho, nomeadamente as multinacionais que estão a iniciar operações no país”, refere Teresa Jacinto, diretora do departamento de Investigação & Desenvolvimento, responsável pelo estudo.
De acordo com o estudo sobre as novas tendências dos espaços de trabalho, 54% dos inquiridos adotaram, durante 2018, um modelo de trabalho em coworking. Em 2017, a percentagem situava-se nos 28,4%.
Os dados do barómetro revelam que, semelhantemente, a percentagem de inquiridos que diz usar ou já ter usado novos modelos de trabalho (escritório virtual, coworking ou teletrabalho) também subiu. Em 2018, eram 87% e, em 2017, 49%.
Os três modelos de trabalho permitem aos profissionais ter um maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Foi assim que responderam 59% dos inquiridos, quando questionados sobre a razão que os tinha levado a escolher um dos três modelos de trabalho.
Segundo o Barómetro de Tendências de Espaços de Trabalho, 77% dos inquiridos consideram pouco provável voltarem a utilizar um espaço físico no modelo tradicional para desenvolvimento da sua atividade profissional. Em 2017, a percentagem situava-se nos 53%. Em relação à adoção de novos modelos de trabalho durante o ano pasado, 79% dos profissionais afirmaram estar extremamente satisfeitos – valor que, em 2017, se encontrava nos 45%.
“Em 2018, registou-se um aumento significativo de grandes empresas que aderiram ao coworking, não só por uma questão de racionalização de custos, mas também porque as novas gerações preferem trabalhar de uma forma mais descontraída, colaborativa e com um grande sentido de liberdade”, sublinha Carlos Gonçalves, CEO do Avila Spaces.