Adaptado por Paulo Lucas – Executive Coacher LMI Portugal
De newsletter nº12 LMI International
O mundo actual em que vivemos está em mudança constante e as organizações devem também manter um ritmo constante de mudança para se adaptarem à enorme velocidade e competitividade dos mercados.
A lista de companhias que perderam os seus negócios por não serem capazes de se adaptarem à mudança é interminável.
No ambiente de mercado actual a inovação, a criatividade e a invenção contínua não são um luxo, mas sim uma peça fundamental para qualquer organização sobreviver e prosperar.
De facto, a capacidade de inovar é uma das poucas áreas onde as empresas podem , hoje em dia, atingir vantagens competitivas relevantes.
Há vários factores que são determinantes para o sucesso da capacidade de inovação de uma empresa. O objectivo da capacidade de inovação é ser capaz de manter um fluxo constante de novos produtos e serviços que vão de encontro, ou criem novas necessidades nos mercados onde estão. A inovação é a capacidade de gerir a mudança de forma proactiva.
Ser inovador implica pensar como um empreendedor, estar sempre alerta para novas oportunidades.
Hoje, já não é suficiente apenas ter o melhor produto ou serviço, é preciso também ter um funil constante e consistente de inovação para garantir o futuro da empresa. Infelizmente isto é bem mais difícil de fazer do que de dizer, quanto maior e mais complexa se torna uma organização, mais difícil é gerir o funil da inovação e criar novos serviços e novos produtos. Normalmente, quanto melhor é o nível de execução e de mecanização de uma organização mais difícil se torna gerir a inovação e a mudança.
Os líderes devem estar constantemente a desafiar o sucesso de hoje para conseguirem estar sempre a gerar as oportunidades do amanhã.
É preciso que todos, numa organização, se sintam responsáveis pela sua criatividade e inovação. Grande parte das novas ideias vem da interacção entre as equipas e com os clientes. Os clientes querem novas soluções para os seus problemas querem as suas necessidades satisfeitas, estas são grandes oportunidades para inovar, mas os líderes têm de garantir que as mesmas são aproveitadas e não se perdem no meio da burocracia das organizações.
Estabelecer e manter um ambiente de trabalho propício à inovação requer sensibilidade ás particularidades individuais aquando do estabelecimento de novos projectos e grupos de trabalho.
Dado que as pessoas são diferentes o estilo da liderança para cada uma delas também deve ser diferente, mas esta diferenciação deve ser feita de forma a não gerar aparência de tratamento diferenciado ou preferencial.
O líder deve levar em conta os seguintes factores:
– Estrutura e graus de liberdade:
Numa equipa, alguns membros têm uma forma de pensar altamente estruturada e querem ter um ambiente de trabalho onde possam funcionar “by the book”. Estas pessoas desejam ter procedimentos bem definidos que possam enquadrar qualquer situação, porque é a forma de se sentirem seguros.
No caso deste tipo de perfil deve ser dado treino que permitia que as suas funções sejam desempenhadas de uma forma previsível e específica, mas não lhes peçam para ter de tomar decisões em situações de grande imprevisibilidade.
Outros membros da equipa, em contraste, preferem ter a liberdade e a autonomia para definir os seus próprios planos de trabalho. Estas pessoas querem sentir que a sua opinião é ouvida e valorizada e querem ter a liberdade de poderem ter e desenvolver as suas próprias iniciativas.
De uma forma geral, quanto mais liberdade e autonomia é dada ás pessoas maior a sua capacidade criativa e de inovação, a sua produtividade e motivação estão directamente correlacionadas com o grau de liberdade que lhes é proporcionado.
O líder tem, portanto, de ser sensível ás características individuais e atribuir as devidas responsabilidade levando em conta as mesmas, deve dar os graus de liberdade que cada membro da equipa possa realmente gerir, sempre tendo em conta quais são os objectivos gerais do organização. A concessão de liberdade e de autonomia deve vir acompanhada de responsabilidade e de um rigoroso “accountability”. Esta forma de gerir equipas faz o “empowerment “correcto dos diferentes membros, e garante a maximização da produtividade e a geração do maior número possível de ideias inovadoras.
– Conformidade e Criatividade:
O líder deve encorajar os membros da equipa a libertar o máximo possível da sua capacidade criativa, devendo esta criatividade ser orientada para a obtenção de uma sempre maior produtividade, de acordo com o pretendido.
Da criatividade da equipa deverá surgir um fluxo contínuo de ideias de melhoria dos produtos e serviços existentes, e um desenvolvimento de projectos inovadores para criação de novos.
A liderança terá a responsabilidade de encorajar um ambiente de inovação e criatividade, mas isso requer uma cuidada gestão do balanço entre dirigir essa criatividade para os objectivos correctos sem dessa forma limitar a iniciativa.
No entanto, devem ser definidas barreiras claras para o âmbito dessa criatividade, por exemplo os princípios de ética são vitais para a existência da organização, devendo portanto garantir-se que todos os projectos estão em conformidade com os mesmos.
Também as regras de segurança e controle de qualidade devem ser letra de lei. Mas além destas balizas, as novas ideias são essenciais para a criação da competitividade e rentabilidade da organização. Quanto maior for o nível de expectativas que o líder conseguir colocar, maior será também o nível de criatividade e inovação que virá da sua equipa.
Conforme a autoconfiança e auto-imagem da equipa como geradores de inovação aumenta, também aumentará a sua motivação e empenho para tingir as metas definidas.