É num contexto favorável e adequado à forma de ser e de trabalhar que cada um pode dar o melhor de si naquilo que faz. É por isso que as culturas de trabalho se têm diferenciado, assumindo uma preponderância crescente no universo laboral.
O que é a cultura de trabalho?
Também conhecida como a cultura organizacional, esta representa o conjunto de valores, crenças e comportamentos partilhados em determinada empresa. Este pilar laboral tem influência na linguagem, no percurso, nas histórias, nas tomadas de decisão e nas práticas diárias de trabalho.
Qualquer trabalhador deve considerar a cultura de trabalho no momento em que procura um novo emprego. Porquê? Porque um ambiente onde se sinta bem recebido, confortável e incentivado a dar o seu melhor é propício ao seu desempenho, produtividade e felicidade. Pelo contrário, se se sentir excluído e não tiver o apoio necessário, isso pode prejudicar o seu desempenho e carreira, tal como a sua saúde física e mental.
Para qualquer profissional que esteja à procura de uma nova oportunidade, a consultora de Recursos Humanos Kelly enumera e explica as três principais culturas organizacionais, ajudando também a perceber qual o perfil de colaborador que melhor se adequa a cada uma delas.
- Cultura empreendedora – Nas empresas que operam dentro deste tipo de cultura, os colaboradores assumem um nível de autonomia superior à média, ou seja, trabalham com pouca – ou nenhuma – supervisão. Por norma, as pessoas que se dão bem neste tipo de ambiente são independentes, engenhosas e focadas. Entre os requerimentos-base para o sucesso nestas organizações, é-lhes exigida a capacidade de definir objetivos, fazer planos para os alcançar e executar eficazmente esses planos, de forma maioritariamente autónoma.
- Cultura colaborativa – Este tipo de cultura valoriza, mais do que a excelência pessoal, a capacidade em trabalhar em equipa e, como o próprio nome indica, colaborar em prole de um objetivo comum. Neste ambiente prosperam aqueles que colocam o êxito da equipa acima do seu próprio sucesso. Aos colaboradores deste tipo de empresas são pedidas competências de excelência ao nível da comunicação e interpessoais.
- Cultura de mudança – Este contexto empresarial pode ser visto como um dos mais desafiantes, uma vez que os trabalhadores têm de ser motivados, adaptáveis e resilientes para ajudar a empresa a atravessar um período transitório, ou seja, de mudança e incerteza. É a cultura adequada para trabalhadores ágeis, com uma mentalidade de crescimento e capazes de ‘ver o copo meio cheio’, ou seja, transformar o negativo em positivo.
Não estando certo/a sobre qual das culturas se adequa melhor ao seu perfil, este é um bom tema para levantar junto do departamento de Recursos Humanos, ou durante a entrevista de emprego, onde e a quem podem ser pedidas mais informações. Assim, aliando o conhecimento sobre os diferentes tipos de cultura ao conhecimento sobre si próprio, cada trabalhador estará em melhor posição para aceitar uma função num ambiente em que se sinta integrado e, sobretudo, realizado.
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