Dia 19 de novembro celebra-se o dia Global do Empreendedorismo Feminino. Aproveitamos esta comemoração para vos apresentar o estudo da informa D&B, que revela ”Onde param as mulheres”.
O estudo tem por nome “Presença feminina nas organizações em Portugal” e tem como finalidade perceber qual a evolução da participação das mulheres na liderança e gestão das empresas portuguesas.
Em Portugal, as mulheres representam 48,6% da população ativa em Portugal, mas estão sub-representadas nas funções de gestão e liderança das organizações.
Nas organizações a percentagem de mulheres sobretudo em funções de liderança aumentou para 27,4%. Contudo as gestões e direção apenas masculinas continuam à frente com 44,9%. A boa notícia é que a gestão feminina em relação ao último estudo aumentaram 2, 2 pp, embora em termos percentuais nem chega a 13%.
Também nas equipas de gestão as mulheres estão em desvantagem com 55%, contra 87,8% de participação masculina. É na saúde e educação que elas se destacam sobretudo na gestão e na liderança, que se situa nos 45%, muito superior à média empresarial.
Nas as misericórdias (79%), nas cooperativas de solidariedade social (57%) e as fundações (56%) estão as mulheres com maior percentagem de funções diretivas. Todavia a liderança feminina é mais expressiva nas organizações internacionais (50%), cooperativas de solidariedade social (41%) e associações científicas e de investigação (29%).
Com exceção das câmaras municipais em que 60% das funções de direção são ocupadas por mulheres, na administração pública a presença feminina em cargos de gestão e de liderança é substancialmente inferior à observada nas organizações.
No caso das empresas, a liderança feminina é ligeiramente superior à das organizações, onde a percentagem ronda os 28%. Há que salientar também o aumento em 5,3 pp do número de mulheres em funções de chefia nos últimos anos em funções de liderança.
As empresas lideradas por mulheres são as que tem equipas mistas, ao contrário das empresas lideradas por homens, que preferem equipas exclusivamente masculinas. Quando o primeiro líder é uma mulher, verifica-se uma maior presença feminina em todos os cargos de direção.
Contudo nas empresas com maior dimensão a sua força de trabalho por volume de negócio é avaliada em 46%, mas é nessas mesmas empresas que não ocupam em grande escala cargos de gestão e liderança em que a percentagem pouco ultrapassa os 10%. À medida que aumenta a dimensão da empresa (por volume de negócios) diminui a liderança feminina.
No grupo das 500 maiores empresas (por volume de negócios), as lideradas por mulheres (6,2%) cresceram mais: registaram um aumento da faturação de 6,0%, em contraciclo com o decréscimo de -0,3% registado neste universo e de -0,4% nas empresas lideradas por homens.
Nas 500 maiores empresas (por volume de negócios), a liderança feminina surge associada a um aumento do número de colaboradores (8,6%), contra -1,1% das lideranças masculinas, num cenário em que o emprego decresceu -0,6% neste grupo.
A direção de qualidade/técnica é a única função onde há mais mulheres (62,6%) do que homens. Seguem-se a direção de recursos humanos (47,8%), financeira/contabilidade (33,5%) e de marketing e comunicação (31,8%).