A cadeia de supermercados alemã decidiu subir o salário auferido no primeiro ano de trabalho para 670 euros, mais 70 euros que o montante proposto pelo Governo para o salário mínimo nacional.
Depois de, em março, ter oferecido um prémio no valor de 400 euros aos colaboradores com uma carga horária semanal de 40 horas, o Lidl Portugal anunciou que irá aumentar o salário mínimo de entrada, recebido no primeiro ano de trabalho, para 670 euros, a partir do próximo ano fiscal, que se inicia em março de 2019. O montante definido pela cadeia de supermercados alemã representa um aumento de 70 euros comparativamente com os 600 euros propostos pelo Governo para o salário mínimo nacional.
“Reconhecendo que os colaboradores são o seu maior fator de sucesso e empenhado em estabelecer vínculos laborais e relações profissionais estáveis” – lê-se no comunicado enviado às redações –, o Lidl Portugal garante que “todos os colaboradores na operação, até à categoria de chefe de loja, recebem um aumento em 2019”. “Atualmente todos os colaboradores de operação, independentemente da sua localização geográfica ou de trabalharem em loja ou entreposto, estão integrados nas mesmas tabelas salariais. Por conseguinte, estes aumentos beneficiarão estes colaboradores a nível nacional”.
“O investimento nos nossos colaboradores é para nós uma prioridade, uma vez que são estes o motivo do nosso crescimento. No Lidl acreditamos que é construindo uma equipa de excelência, com empenho, capacidade e dedicação de trabalho que vamos crescer”, afirma Massimiliano Silvestri, CEO do Lidl Portugal, no comunicado.
O Lidl Portugal, que no seu plano de benefícios, com um custo anunciado de cinco milhões de euros, ofereceu, este ano, adicionalmente ao prémio de 400 euros, “um seguro de saúde de referência, um cartão presente no valor de 30 euros, entre outros benefícios e acordos”, emprega, atualmente, mais de 6.500 pessoas.