Profissionais da área defendem aposta em setores-chave da economia e retoma do financiamento das PME’s para fomentar emprego em Portugal.
Novo aumento do salário mínimo é apoiada por mais de metade dos diretores de RH, segundo o último Barómetro de Recursos Humanos, feito pelo Kaizen Institute em parceria com a RHmagazine.
Os responsáveis relembram que o salário mínimo é um dos mais baixos da Europa Ocidental e que esse aumento tem de ser efetivo. Em oposição, por exemplo, a uma proposta recente da OCDE que desaconselha a subida do salário mínimo em Portugal e aponta como alternativa a atribuição de um crédito fiscal para famílias com baixos rendimentos.
Porém, 27 por cento dos inquiridos revê-se nesta ideia, considerando que a medida diminuiria os encargos fiscais das famílias sem reduzir a oferta de emprego.
Nos últimos anos, estima-se que Portugal terá perdido um quinto da sua força de trabalho qualificada devido à emigração. Seis em cada 10 profissionais de Recursos Humanos inquiridos consideram este fluxo migratório negativo.
Quase metade dos inquiridos (48 por cento) encara este movimento como uma clara fuga de cérebros e quadros superiores. A vaga migratória a que o país tem assistido nos tempos mais recentes está relacionada com outros dos temas abordados na mais recente edição do Barómetro de RH: o emprego.
Um balanço ao mercado de trabalho nacional revela que o número de empregos existente é ainda muito inferior ao de 2011. O painel pronunciou-se relativamente às medidas prioritárias nas quais deve incidir a aposta para fomentar o emprego.
Ei-las: aposta em setores onde Portugal possui tradicionalmente vantagem competitiva (como, por exemplo, o turismo) e a retoma do financiamento das PME’s.
“Não” à lei da formação obrigatória de trabalhadores. O Código do Trabalho prevê que o empregador deve assegurar, em cada ano, formação contínua a pelo menos 10 por cento dos trabalhadores, sendo que cada destes tem direito a um mínimo de 35 horas de formação.
A maioria dos diretores de RH inquiridos (80 por cento) opõe-se a este número mínimo de horas estabelecido, alegando que “não faz sentido estabelecer um número mínimo de horas igual para todos os colaboradores”, defendendo que o ideal seria definir esse limite “em função das necessidades de cada um”.
Nota, por fim, para a evolução crescente da motivação dos colaboradores nacionais. Numa escala de zero a 20, os diretores de RH revelam que o índice situa-se atualmente nos 12,4 valores, mais cinco décimas face a setembro de 2014.
O índice de motivação dos trabalhadores nacionais é medido, semestralmente, pelo Barómetro Kaizen/RHmagazine desde fevereiro de 2014, momento em que se encontra nos 11,7 valores. Desde então, a motivação tem registado uma toada de crescimento sustentada, aumentando sete décimas nos últimos 18 meses.
Realizado no âmbito de uma parceria estabelecida entre o Kaizen Institute Portugal e a publicação RHmagazine, o barómetro semestral pretende analisar e refletir sobre temáticas com impacto direto na área de gestão de recursos humanos, a partir da abordagem a diferentes entidades que operam no mercado nacional, como por exemplo Colep, Centro Hospitalar do Porto, Santander Totta ou Cerealis.
Gostou desta notícia? Partilhe-a nas suas redes sociais!