Foi no Centro de Acolhimento para Crianças Refugiadas em Lisboa, que o Grupo RHmais firmou um protocolo de cooperação com o Conselho Português para os Refugiados (CPR), por um período de um ano, visando a promoção da cooperação técnica e humana entre as duas instituições.
A finalidade deste protocolo é o de contribuir para a inserção dos refugiados requerentes portadores de Autorização de Residência Provisória e beneficiários de proteção internacional, no mercado de trabalho, promovendo a sua aproximação ao meio empresarial a partir de ações de aconselhamento, recrutamento e seleção.
O acordo prevê iniciativas de formação profissional, cursos de empreendedorismo e de desenvolvimento pessoal, destinados a facilitar a integração laboral dos refugiados.
De acordo com Rui de Brito Henriques, administrador-delegado do Grupo RHmais, «este protocolo é representativo do que as nossas empresas sempre defenderam no âmbito da política de Responsabilidade Social: dar o contributo com o nosso know-how, apoiando, neste caso, pessoas a quem tudo falta, como seja um emprego, um lar, uma pátria com paz. Como empresas de recursos humanos que somos, não podemos ficar indiferentes a este grande fenómeno migratório que marca a atualidade».
Nas palavras de Teresa Tito de Morais, presidente da direção do CPR, trata-se de «um bom exemplo de como as empresas também podem ter um papel ativo na integração dos refugiados em Portugal».
A cooperação será desenvolvida através de várias ações, tais como: numa primeira linha de intervenção, apoio ao Gabinete de Inserção Profissional do CPR por parte do Grupo RHmais nas vertentes de formação e sensibilização:
- Na procura de emprego,
- Elaboração de currículo,
- Simulações de entrevistas de emprego;
E numa segunda linha fará a:
- Divulgação de ofertas de emprego por parte do Grupo RHmais junto do Gabinete de Inserção Profissional do CPR;
- Divulgação do CPR dessas ofertas de emprego junto do público-alvo definido;
- Avaliação e integração de potenciais candidatos que se enquadrem no perfil requerido para as funções necessárias em várias áreas do território e em diversos sectores de atividade.
Este é um trabalho que não tem como destino único os vários refugiados que deverão chegar a Portugal nos próximos tempos, mas também as pessoas que já vivem no país há vários anos e de quem o CPR já conhece as competências que trazem dos seus países de origem.
É um protocolo que vai ter uma intervenção não só em Lisboa, como também em outros distritos do país onde serão acolhidas estas pessoas, uma vez que o Grupo RHmais desenvolve atividade em todo o território nacional.
Com este protocolo foi também estabelecido que poderão ser desenvolvidas parcerias e ações específicas no âmbito da Agenda Europeia para as Migrações do mecanismo de emergência de relocalização em Portugal de cidadãos Sírios e Eritreus que necessitem de proteção internacional, bem como nos programas de reinstalação de cidadãos de Estados terceiros identificados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e aceites pelo Estado português.
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