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revista britânica The Economist distinguiu Portugal como “Economia do Ano”, colocando-o no topo de um ranking que analisa 36 das economias mais ricas do mundo. Para a Hays Portugal, o reconhecimento traz um efeito imediato: mais investimento, interesse internacional e uma pressão acrescida sobre o mercado de trabalho.
O crescimento está a intensificar a procura por talento especializado, sobretudo nas áreas de tecnologias de informação, engenharia, energia e serviços partilhados, num contexto em que a escassez de perfis qualificados continua a ser um dos principais constrangimentos das empresas. A maior exposição internacional do país faz com que, no entender da Hays Portugal, as organizações portuguesas passem a competir diretamente com empregadores globais, que olham para o país não apenas como destino de investimento, mas como fonte de talento.
É neste cenário que a Hays Portugal defende uma revisão das prioridades. O employer branding ganha peso, não como discurso promocional, mas como ferramenta concreta para comunicar cultura, propósito e condições de trabalho num mercado onde os profissionais têm margem de escolha.
A aposta na mobilidade interna e na requalificação surge como outro eixo central. Desenvolver competências digitais, desenhar percursos de carreira claros e investir na evolução dos profissionais é, para a Hays Portugal, uma forma de responder a um mercado que oferece cada vez mais alternativas. Em paralelo, modelos mais flexíveis, como contracting e outsourcing, permitem às empresas ganhar agilidade e responder rapidamente às exigências do negócio.
A tecnologia é chamada a desempenhar um papel estrutural nesta equação. A integração de ferramentas de recrutamento suportadas por inteligência artificial generativa pode acelerar processos e melhorar a experiência do candidato. Ainda assim, conforme sublinha a Hays Portugal, essa automatização não deve dispensar o fator humano nem a personalização, sob pena de empobrecer decisões que continuam a depender de julgamento e contexto.
Para Matilde Moreira, Strategic Accounts Director da Hays Portugal, o momento é particularmente exigente. “Portugal vive um momento muitíssimo interessante de atratividade para investimento e criação de emprego. Organizações um pouco por todo o mundo estão de olhos postos na nossa economia e no potencial que o nosso país apresenta. Este cenário reforça a necessidade de estratégias sólidas para captar talento e garantir que as empresas acompanham o ritmo da transformação económica, aproveitando esta vantagem competitiva para crescer e inovar.”
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