A
Nova School of Business and Economics (Nova SBE) alcançou, pela primeira vez, o segundo lugar mundial no ranking dos melhores mestrados em gestão do Financial Times. O resultado coloca a escola portuguesa à frente de instituições como a HEC Paris, o INSEAD e a London Business School.
A edição de 2026 do ranking Masters in Management inclui cinco escolas portuguesas entre os 100 melhores programas do mundo. Além da Nova SBE, estão representadas a Católica Lisbon School of Business and Economics, o ISEG – Lisbon School of Economics & Management, a Iscte Business School e a Católica Porto School of Business and Economics.
A Nova SBE sobe duas posições face ao ano passado, quando tinha alcançado o quarto lugar mundial, e consolida uma trajetória de progressão que começou na posição 23, em 2021. Em cinco anos, a escola portuguesa subiu 21 lugares. No topo da tabela mantém-se a suíça University of St Gallen.
“A Nova SBE volta não só a ser a instituição portuguesa mais bem classificada neste ranking global, mas agora também no pódio das melhores business schools, à frente de escolas como INSEAD, HEC Paris ou London Business School”, sublinha a instituição.
Satisfação dos antigos alunos acima dos nove valores
Entre os indicadores que contribuíram para a classificação da Nova SBE destaca-se a satisfação global dos antigos alunos, que atribuíram uma classificação de 9,53 em 10 ao mestrado internacional em gestão. Também 92% dos alumni consideram ter alcançado os objetivos que tinham quando decidiram frequentar o programa. Neste indicador, a Nova SBE regista a segunda melhor posição do ranking.
A escola alcançou ainda o sétimo lugar mundial no indicador career service rank, uma melhoria de 15 posições, que avalia a eficácia dos serviços de carreira no apoio à empregabilidade dos estudantes. No parâmetro alumni network rank, que mede a eficácia da rede de antigos alunos na criação de oportunidades de carreira, desenvolvimento de ideias e negócios, recrutamento e acesso a eventos e informação profissional, a Nova SBE ocupa o 11.º lugar mundial. A taxa de empregabilidade do mestrado é de 100%, segundo a instituição.
“Alcançar o segundo lugar mundial no Financial Times Masters in Management é um marco histórico para a Nova SBE e o resultado de uma trajetória de evolução consistente”, afirma Pedro Oliveira, dean da Nova SBE. “Mais do que a classificação em si, este resultado reconhece a qualidade da experiência que proporcionamos aos nossos alunos e o impacto que essa jornada tem nas suas carreiras assim que graduam”, acrescenta. Para o responsável, o resultado é também “o reflexo de uma comunidade académica e profissional que, em conjunto, tem vindo a construir uma escola cada vez mais internacional, exigente e orientada para o futuro”.
Cinco escolas portuguesas entre as melhores
A Católica Lisbon School of Business and Economics mantém-se como a segunda instituição portuguesa mais bem classificada no ranking. Nesta edição, ocupa a 25.ª posição mundial, uma subida de cinco lugares face ao ano passado.
Entre os indicadores destacados pela escola estão a taxa de empregabilidade de 97% nos três meses seguintes à conclusão do mestrado, bem como a forte componente internacional do programa. Cerca de 41% dos professores e 95% dos estudantes são internacionais, existindo também paridade de género entre alunos e docentes.
A Católica Lisbon SBE destaca ainda a satisfação dos antigos alunos, com uma média de 9,37 em 10, um resultado que coloca a instituição entre as cinco melhores do mundo neste indicador. “É uma honra ter o 25.º melhor mestrado em gestão do mundo e poder oferecer uma experiência académica de excelência aos alunos numa das melhores business schools do mundo”, afirma Filipe Santos, dean da instituição. “Os nossos graduados saem preparados para desenvolver uma carreira global de sucesso e serem cidadãos empenhados, criando valor em tudo o que fazem”, acrescenta.
ISEG estreia-se no ranking
A principal novidade portuguesa desta edição é a entrada do ISEG – Lisbon School of Economics & Management, que surge pela primeira vez na tabela e estreia-se diretamente no 59.º lugar mundial. Um dos resultados mais expressivos do programa é o oitavo lugar mundial no indicador de progressão de carreira. Este critério avalia a evolução dos diplomados ao nível da responsabilidade profissional e da dimensão das organizações onde trabalham, comparando a situação atual com o percurso desenvolvido depois da conclusão do mestrado.
A taxa de empregabilidade ronda os 100%. O ISEG destaca ainda uma progressão salarial média de 48% face à remuneração auferida no final do mestrado, uma classificação de 8,88 em 10 na satisfação global dos antigos alunos e a forte dimensão internacional do programa, frequentado por 73% de estudantes estrangeiros. “Esta entrada no ranking do Financial Times representa um reconhecimento muito importante da qualidade do programa e do trabalho desenvolvido”, afirma Mário Caldeira, presidente do ISEG. É também “mais um sinal da crescente afirmação internacional da escola e da nossa capacidade para preparar estudantes para liderar organizações num contexto económico e tecnológico em profunda transformação”.
A Iscte Business School protagoniza uma das maiores subidas entre as instituições portuguesas. O mestrado em gestão melhora 25 posições e alcança o 62.º lugar do ranking. Para a escola, a progressão reforça a trajetória de internacionalização e o reconhecimento crescente da qualidade do programa.
“Subir 25 posições é um resultado que nos deixa muito satisfeitos, mas é, sobretudo, um incentivo para continuarmos a elevar a qualidade da experiência que proporcionamos aos nossos estudantes”, afirma Maria de Fátima Salgueiro, dean da Iscte Business School. A responsável sublinha o objetivo de formar gestores “com uma sólida preparação académica, com forte ligação ao tecido empresarial e com capacidade de liderança num contexto internacional em permanente transformação”.
A Católica Porto School of Business and Economics ocupa o 66.º lugar mundial, depois de subir 29 posições face ao ano passado. É a maior progressão registada entre todas as escolas incluídas no ranking de 2026. Um dos principais destaques vai para o indicador career progress rank, que avalia a evolução da senioridade dos antigos alunos e da dimensão das organizações onde trabalham entre a conclusão do curso e os três anos seguintes.
Neste critério, a Católica Porto SBE alcançou o primeiro lugar mundial, melhorando ainda sete posições face ao resultado obtido no ano passado. No indicador relativo à progressão salarial, o programa volta a obter o melhor resultado entre as instituições portuguesas, com uma subida remuneratória de 73%. A escola destaca ainda uma taxa de empregabilidade de 100% nos três meses seguintes à conclusão do curso.
“Este reconhecimento do Financial Times confirma a trajetória da Católica Porto School of Business and Economics enquanto referência no ensino de gestão a nível nacional, europeu e mundial”, afirma João Pinto, dean da instituição. “É um resultado que reflete o compromisso de toda a escola – corpo docente, estudantes e antigos alunos – com a excelência académica e com uma formação que gera impacto real na sociedade e nas organizações”, acrescenta.
O ranking Masters in Management 2026 do Financial Times avalia os melhores mestrados em gestão do mundo com base em 19 critérios. Nesta edição, a Nova SBE ocupa o segundo lugar mundial, seguida, entre as instituições portuguesas, pela Católica Lisbon SBE, na 25.ª posição. O ISEG estreia-se no 59.º lugar, a Iscte Business School surge em 62.º e a Católica Porto SBE fecha o grupo português na 66.ª posição.
A Faculdade de Economia da Universidade do Porto, que em 2025 tinha alcançado o 62.º lugar, não integra a edição deste ano. De acordo com a informação divulgada, a escola não foi incluída na avaliação do Financial Times.
As cinco escolas portuguesas no ranking
- Nova School of Business and Economics: 2.º lugar;
- Católica Lisbon School of Business and Economics: 25.º lugar;
- ISEG – Lisbon School of Economics & Management: 59.º lugar;
- Iscte Business School: 62.º lugar;
- Católica Porto School of Business and Economics: 66.º lugar.
Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI