No dia em que foi chumbada a reforma laboral na Assembleia da República, a CIP recorda a necessidade de adaptar a legislação laboral aos novos desafios da economia, da digitalização, do teletrabalho e da conciliação entre vida profissional e pessoal.
A CIP – Confederação Empresarial de Portugal afirmou que continuará a empenhar-se em iniciativas que promovam a competitividade das empresas nacionais, a criação de emprego, o aumento da produtividade e a melhoria dos salários em Portugal.
A posição surge no dia em que a reforma laboral proposta pelo Governo foi chumbada no Parlamento. A Confederação Empresarial de Portugal declara-se disponível para continuar a trabalhar com todos os parceiros sociais e políticos no desenvolvimento da economia e na convergência dos rendimentos dos portugueses com a média da União Europeia.
“A CIP empenhou-se no aperfeiçoamento da proposta do Governo, quando esta se encontrava em discussão na Concertação Social, porque melhorar as regras laborais é fundamental para Portugal virar a página de décadas de baixa produtividade e de baixos salários”, afirma Armindo Monteiro, presidente da CIP.
Segundo o responsável, tanto nas propostas apresentadas como na disponibilidade demonstrada para aproximações aos demais parceiros, a CIP procurou mostrar que os empresários não pretendem diminuir direitos dos trabalhadores.
“O que os empresários querem é geração de emprego, criação de riqueza e consolidação da paz social”, sublinha Armindo Monteiro.
A CIP apela aos parceiros sociais e aos partidos políticos para que não sejam esquecidas as razões que levaram o Governo a avançar com uma proposta de revisão do Código Laboral: a estagnação da economia portuguesa há mais de 25 anos e a inadequação da atual legislação laboral face aos novos tempos, marcados pela digitalização, pela transição energética, pelo teletrabalho e por novas formas de conciliar vida profissional e vida pessoal.
A Confederação recorda ainda a recente queda de Portugal no ranking de competitividade do International Institute for Management Development, no qual o país passou para o 40.º lugar entre 70 economias avaliadas. Na dimensão de Eficiência Empresarial, Portugal caiu da 42.ª para a 45.ª posição, num retrocesso associado também ao mercado de trabalho e à produtividade.
“Os portugueses não se podem esquecer que, como as coisas estão, Portugal continuará a ser um país sem instrumentos para dar uma vida melhor à generalidade das famílias, e sem capacidade para reter os jovens mais talentosos que forma nas suas universidades e politécnicos”, afirma Armindo Monteiro.
Para o presidente da CIP, esse objetivo só será possível com empresas mais eficientes e competitivas, capazes de alcançar maiores níveis de produtividade, ganhar escala e pagar melhores salários.
Depois de o processo de concertação social ter falhado, apesar da disponibilidade para o compromisso que a CIP afirma ter mantido, a discussão passou para a Assembleia da República.
“O debate deixou de ser entre empresários e trabalhadores, passou a ser entre políticos e eleitores. Esse não é o nosso debate”, afirma Armindo Monteiro.
A CIP declara-se agora mobilizada para continuar a trabalhar na remoção de obstáculos ao desenvolvimento do país e ao crescimento dos salários.
“A CIP será um parceiro empenhado, credível e confiável para melhorar Portugal e alargar o futuro aos seus jovens. Como sempre, a CIP estará do lado da solução”, conclui Armindo Monteiro.
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