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taxa de desemprego fixou-se em 5,8% no terceiro trimestre de 2025, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor representa uma descida de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior e menos 0,3 p.p. em comparação com o mesmo período de 2024.
Entre julho e setembro, a população desempregada foi estimada em 326,6 mil pessoas, o que traduz uma redução de 0,9% (menos 2,9 mil) face ao trimestre anterior e de 2,4% (menos 8,1 mil) em termos homólogos.
Desemprego jovem a subir
Apesar da melhoria global, o desemprego entre os jovens dos 16 aos 24 anos aumentou para 18,8%, mais 0,7 pontos percentuais do que no trimestre anterior, embora menos 0,9 p.p. do que há um ano.
A taxa de subutilização do trabalho (que inclui desemprego, subemprego e inatividade disponível) foi estimada em 9,9%, uma diminuição de 0,2 p.p. face ao trimestre anterior e de 0,5 p.p. relativamente ao mesmo trimestre de 2024.
Emprego em máximos de 14 anos
A população empregada atingiu 5.332,1 mil pessoas, voltando a registar o valor mais elevado desde 2011. O emprego cresceu 1,6% (mais 83,8 mil pessoas) face ao trimestre anterior e 3,7% (mais 191,2 mil) em comparação com o ano passado.
A taxa de emprego subiu para 57,8%, mais 0,7 p.p. face ao trimestre anterior e 1,2 p.p. acima do mesmo período de 2024.
O aumento foi impulsionado por homens (+94,6 mil; +3,6%) e mulheres (+96,5 mil; +3,8%), sobretudo nos 25 aos 34 anos (+63,6 mil; +6,4%). Cresceu também o número de pessoas com ensino secundário ou pós-secundário (+121,1 mil; +7,1%) e ensino superior (+109,5 mil; +6,3%).
O setor dos serviços destacou-se com mais 184 mil trabalhadores (+4,9%), particularmente nas áreas de comércio, transportes, armazenagem, alojamento e restauração, cujo aumento de 56 mil pessoas (+4,2%) representou 30% da variação total do setor.
Contratos sem termo e trabalho a tempo completo em alta
O INE sublinha que o crescimento do emprego resultou sobretudo do reforço de trabalhadores por conta de outrem (+163,7 mil; +3,8%), em especial com contrato sem termo (+158,8 mil; +4,3%) e trabalho a tempo completo (+192,4 mil; +4,1%).
A população inativa (pessoas com 16 e mais anos fora do mercado de trabalho) diminuiu para 3.703,6 mil, menos 1,3% (49,4 mil) face ao trimestre anterior e menos 1,1% (39,5 mil) em termos homólogos.
Teletrabalho mantém-se
Entre julho e setembro, 19,4% da população empregada (1,036 milhões de pessoas) esteve em teletrabalho, uma redução de 1,5 pontos percentuais face ao trimestre anterior, mas ligeiramente acima (+0,2 pontos) do valor de há um ano.
Dentro deste grupo, 26% trabalhou sempre a partir de casa, 38,5% adotou um modelo híbrido, 15,2% fê-lo de forma pontual em casa e 20,2% fora do horário laboral. O regime híbrido foi o que mais oscilou, com menos 64,9 mil pessoas face ao trimestre anterior, mas mais 35,6 mil do que há um ano.
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