ASSINAR NEWSLETTER
Sábado, Outubro 31, 2026
  • Login
RHmagazine
  • RHmagazineLEIA AQUI GRATUITAMENTE!
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • employer branding
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós
No Result
View All Result
RHmagazine
No Result
View All Result

Teletrabalho em Portugal: quantos aderiram, quem ficou no escritório e o que mudou no país

Mais do que uma herança da pandemia, o teletrabalho consolidou-se como uma estratégia de futuro. Um estudo da Gi Group Holding e da Worx Real Estate Consultants revela que o modelo híbrido está a transformar as empresas, a gestão de talento e até o mercado imobiliário.

Ana Rita Rebelo Por Ana Rita Rebelo
15 de Outubro, 2025
em DESTAQUES, MERCADO RH
0
Teletrabalho em Portugal: quantos aderiram, quem ficou no escritório e o que mudou no país
71
Partilhas
792
Visualizações

O

escritório deixou de ser o epicentro da vida profissional. Outrora visto como uma resposta de emergência, o teletrabalho consolidou-se como parte estrutural das estratégias de gestão e da cultura organizacional das empresas, revela o estudo “Teletrabalho em Portugal: Desafios e Oportunidades do Futuro”, realizado pela Worx Real Estate Consultants em parceria com a Gi Group Holding.

Apresentado esta terça-feira, dia 14 de outubro, no Auditório PLMJ, em Lisboa, o relatório mostra que 1.146.100 pessoas trabalham atualmente à distância em Portugal, representando 21,8% da população empregada. Desde a estabilização da crise sanitária, em meados de 2022, este valor tem oscilado entre 17,5% e 21,8%, sinal de que o modelo remoto passou a fazer parte do ADN das organizações.

Modelo híbrido domina

O estudo detalha que 21,9% dos colaboradores trabalha totalmente à distância, enquanto 41,7% adota um regime híbrido, com uma média de três dias de trabalho remoto por semana. A maioria dos profissionais considera precisamente o modelo híbrido como a melhor solução (56%), combinando dias em casa e no escritório. Já 26% preferem o trabalho totalmente presencial e 18% o remoto integral. Os dados revelam ainda um perfil dominante entre quem trabalha à distância: 74,3% têm formação superior, 51,6% são mulheres e 75,8% têm mais de 35 anos.

Entre os benefícios mais valorizados pelas empresas e trabalhadores estão o equilíbrio entre vida pessoal e profissional (92%) e a retenção de talento (84%). Em contrapartida, os principais desafios continuam a ser a integração de novos colaboradores (76%) e o impacto negativo na cultura organizacional (69%).

“As empresas estão a ajustar os seus modelos e muitas já aumentam os dias remotos por semana”, explica Nuno Troni, Diretor de Search & Selection da Gi Group Holding. “Depois do salário, o regime de trabalho é hoje o fator que mais pesa nas decisões profissionais. Este modelo veio consolidar-se como resposta à procura de flexibilidade e bem-estar, mas exige novas formas de reforçar a cultura e a ligação entre as pessoas.”

Os resultados do inquérito, que contou com mais de 160 respostas de gestores e decisores empresariais de diferentes setores, mostram que a dimensão das empresas influencia a adoção do teletrabalho. As grandes empresas lideram, com apenas 10% sem este regime e a maioria a oferecer entre dois a dois dias e meio de trabalho remoto. As PME, embora mais conservadoras, estão a aderir gradualmente: cerca de um terço ainda não oferece teletrabalho, mas entre as que o fazem, 44% permitem entre um e um dia e meio por semana.

Finanças e construção ainda resistem

Por setor, o tecnológico destaca-se pela maior flexibilidade: 56% dos profissionais trabalham mais de três dias à distância, e não há casos identificados de empresas que o proíbam. Seguem-se as áreas de informação e comunicação (79,9%), financeiro e seguros (57,1%), consultoria científica e técnica (51,2%), educação (48%) e imobiliário (45,6%). Nos setores de finanças e consultoria, entre 68% e 80% dos colaboradores têm entre um e dois dias e meio de teletrabalho por semana, enquanto na construção e imobiliário, 38% têm um a um dia e meio e 35% não usufruem de qualquer dia remoto.

O estudo mostra ainda que 47% dos trabalhadores em teletrabalho não têm um acordo formal sobre o regime, enquanto 45% afirmam tê-lo. Na maioria dos casos (40%), o controlo e implementação do modelo dependem diretamente dos líderes de equipa, e 29% das empresas não aplicam qualquer sistema de monitorização, confiando no cumprimento autónomo das tarefas.

Escritórios repensados

Além das transformações laborais, o impacto é também urbano e imobiliário. Os coworkings e flexoffices já representam entre 5% e 10% do mercado de escritórios, com 1.435 postos de trabalho contratualizados em 2024 e mais 450 no primeiro semestre de 2025. As empresas tecnológicas são responsáveis por 40% dos novos espaços, à frente de setores como as finanças e o imobiliário.

“O futuro do trabalho será híbrido, mais humano e centrado nas pessoas”, afirma Thomas Marra, Country General Manager da Gi Group Holding Portugal. Refere também que “o desafio das empresas está em equilibrar produtividade, bem-estar e pertença, aproveitando o teletrabalho como uma oportunidade para repensar a forma como trabalhamos, colaboramos e criamos valor”.

Lisboa surge como laboratório desta mudança. O relatório indica que a capital se está a adaptar com bairros inteligentes, mobilidade sustentável e espaços mais inclusivos, em linha com as metas de ESG e de responsabilidade social. A flexibilidade na utilização dos espaços é agora vista como fator decisivo para atrair investimento estrangeiro: 20% dos novos postos de trabalho na região resultam da entrada de empresas internacionais que procuram escritórios prontos a usar.

Teletrabalho obriga a mexidas na lei laboral

Presente na apresentação do estudo, a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, defendeu que “temos uma oportunidade histórica de mudar esta matéria”. Segundo a governante, “paradoxalmente, em 2025 o sistema laboral ainda está pensado como um sistema industrial, para o trabalho na fábrica, quando a realidade é hoje muito diferente”.

Apesar de o país viver uma fase de estabilidade, sublinhou há “sinais de alerta” que tornam urgente rever a legislação laboral, nomeadamente os baixos níveis salariais, a fraca produtividade e o elevado desemprego jovem. “A última reforma do Código do Trabalho é de 2023. Vamos mudar porque é uma urgência fazê-lo”, afirmou, reforçando que esta revisão surge “numa situação que não é de crise, com o tempo adequado para refletir”.

Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho / Créditos: DR

Entre os principais desafios, destacou que “Portugal não pode continuar a ser competitivo quando o salário médio bruto é inferior em 35% à média europeia” e que persiste um fosso salarial de cerca de 14% entre mulheres e homens, apesar de elas apresentarem, em média, níveis de qualificação superiores. Acrescentou ainda que o país regista “um nível de produtividade quase 30% abaixo da média europeia” e “um nível de desemprego jovem quase três vezes o valor global”.

Referiu também que a reforma em curso, a ser debatida a 22 de outubro, “pretende flexibilizar o regime laboral, adaptando-o aos desafios do trabalho no século XXI”, e que o teletrabalho híbrido “tem uma aplicação muito difícil no atual Código do Trabalho”. “Queremos reformar o país para um novo patamar de crescimento económico e produtividade, sem tabus, mas reforçando os direitos dos trabalhadores”, disse, destacando a contratação coletiva e o diálogo social como pilares de uma transformação “equilibrada e sustentável”.

O anteprojeto da reforma da lei laboral foi aprovado em Conselho de Ministros em julho e encontra-se em discussão na Concertação Social. A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social reiterou que este é um processo “que não deve ser apressado, mas também não deve nem será eternizado”. Mesmo sem consenso com os parceiros sociais, deixou claro que o Governo avançará com a proposta de lei no Parlamento, assegurando que “debateremos com todas as forças parlamentares e não preferencialmente com A, B ou C”.

Descarregue o estudo completo aqui.


Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI

Mais sobre Flexibilidadereforma laboralRegime Híbridoteletrabalho
Notícia anterior

Tiago Monteiro, Boost Portugal: “Querem-se experiências que deixem marca nos colaboradores”

Notícia seguinte

Um velho problema com novo nome. O fenómeno Octo-Hire já chegou à sua empresa?

Recomendamos

Desemprego trava nos 5,8% e mercado de trabalho resiste – mas há sinais que não podem ser ignorados

O currículo pode abrir portas, mas há seis fatores que podem decidir uma contratação

30 de Outubro, 2026
Potenciar o talento: o grande desafio das empresas nos dias de hoje

Potenciar o talento: o grande desafio das empresas nos dias de hoje

30 de Outubro, 2026

Opinião Este artigo Filipa Gameiro, LLH | DBM Portugal. O elo esquecido: os gestores intermédios na transformação organizacional

30 de Outubro, 2026
Turnos, confiança e compromisso: uma nova prioridade para as empresas

Turnos, confiança e compromisso: uma nova prioridade para as empresas

28 de Outubro, 2026
Longevidade: há vida profissional depois dos 50. E as empresas, estão preparadas?

As empresas preocupam-se com o talento de amanhã. E quem prepara a reforma do talento de hoje?

28 de Outubro, 2026
Portugal é campeão europeu a valorizar benefícios. Mas há um problema que as empresas não podem ignorar

Portugal é campeão europeu a valorizar benefícios. Mas há um problema que as empresas não podem ignorar

28 de Outubro, 2026
VEJA MAIS
Notícia seguinte
Um velho problema com novo nome. O fenómeno Octo-Hire já chegou à sua empresa?

Um velho problema com novo nome. O fenómeno Octo-Hire já chegou à sua empresa?

  • MAIS POPULARES
  • ÚLTIMAS
Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

26 de Outubro, 2026
Estes foram os seis temas críticos que fizeram cair o acordo da reforma laboral

O salário mínimo vai subir em 2027. Saiba quais os três valores em cima da mesa

12 de Outubro, 2026
Coverflex prevê subida nos custos dos seguros de saúde das empresas em Portugal

O seu salário líquido vai aumentar em novembro. Simule aqui quanto vai receber a mais com a descida de 50% do IRS

21 de Outubro, 2026
Desemprego trava nos 5,8% e mercado de trabalho resiste – mas há sinais que não podem ser ignorados

O currículo pode abrir portas, mas há seis fatores que podem decidir uma contratação

30 de Outubro, 2026
Potenciar o talento: o grande desafio das empresas nos dias de hoje

Potenciar o talento: o grande desafio das empresas nos dias de hoje

30 de Outubro, 2026

Opinião Este artigo Filipa Gameiro, LLH | DBM Portugal. O elo esquecido: os gestores intermédios na transformação organizacional

30 de Outubro, 2026

Agenda de Eventos

Nov 3
Novembro 3 @ 8:00 - Novembro 5 @ 17:00

Conferência: Labour Law Day

Nov 4
Novembro 4 @ 8:00 - Novembro 6 @ 17:00

Conferência: Transparência Salarial

Nov 4
10:00 - 16:00

This Is Me- Associação Salvador

Nov 24
Novembro 24 @ 8:00 - Novembro 26 @ 17:00

Conferência: People Analytics Day

Ver calendário
TODOS OS EPISÓDIOS AQUI

Passaporte

Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

Luís García Bocos começou como estagiário na Vodafone. Mais de uma década depois, assume a direção de RH em Portugal

26 de Outubro, 2026
Entrou na Eurofirms em 2017 e agora vai liderar a operação em Portugal. Conheça Lucília Queirós

Entrou na Eurofirms em 2017 e agora vai liderar a operação em Portugal. Conheça Lucília Queirós

21 de Outubro, 2026
Da Academia Montepio à Federação Portuguesa de Futebol. O novo desafio de Lurdes Romeiro Serrão

Da Academia Montepio à Federação Portuguesa de Futebol. O novo desafio de Lurdes Romeiro Serrão

13 de Outubro, 2026

Newsletter Semanal

  • 15.2k Fans
  • 3k Followers
  • 1.4k Subscribers

RHmagazine | Leia gratuitamente

Vídeos | Eventos by iiRH

https://www.youtube.com/watch?v=gaMUX4V0g_k
https://www.youtube.com/watch?v=2vJi28grd30&t=16s

assinatura da newsletter

O IIRH-Instituto de Informação em Recursos Humanos é o mais importante ponto de encontro do setor da Gestão de Pessoas de Portugal e é detentor da marca RHmagazine. No IIRH proporcionamos interações relevantes aos profissionais de Recursos Humanos, a empresas fornecedoras do setor e a estudiosos da área. Somos inovadores e influentes, criamos conhecimento através dos nossos Estudos e Publicações (RHmagazine, Guias práticos e eBooks) e proporcionamos experiências diferenciadoras de networking nos nossos eventos físicos (Fórum RH, Global Talent Day e Prémios RH) e digitais (webinares). 

Compartilhamos informações transformadoras para as empresas. Facilitamos o networking , criamos oportunidades!  

Somos 100% RH há 28 anos!

Acompanhe-nos nas Redes Socias

Twitter Facebook-f Youtube Instagram Linkedin

© 2020 IIRH. All rights reserved.

Made with ❤ by JCG

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • RHmagazine
    • Ler a RHmagazine Digital GRATUITAMENTE
    • Saiba mais sobre a RHmagazine
    • Arquivo de edições da RHmagazine
    • Assinar a RHmagazine (papel)
  • ATUALIDADE
    • MERCADORH
      • NOTÍCIAS DO MERCADORH
      • PESSOASRH
      • PASSAPORTE
      • CRÓNICAS & OPINIÃO
      • MERCADO DOS BENEFÍCIOS by Edenred
    • ESTRATÉGIA
      • RECRUTAMENTO & ONBOARDING
      • APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO E COACHING
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • COMPENSAÇÃO & REMUNERAÇÃO
      • SOFTWARES RH
      • DIREITO DO TRABALHO
      • TENDÊNCIAS RH
      • GESTÃO DA CARREIRA RH
      • ARTIGOS TÉCNICOS
  • EVENTOSRH
    • EVENTOS ONLINE WEBINARS
    • EVENTOS PRESENCIAIS
  • BIBLIOTECARH
    • GUIAS | EBOOKS | ESTUDOS
    • PODCASTS
  • FORNECEDORESRH
  • employer branding
  • FormaçãoRH
  • Sobre nós

© 2020 IIRH - All rights reserved. (function(e,t,o,n,p,r,i){e.visitorGlobalObjectAlias=n;e[e.visitorGlobalObjectAlias]=e[e.visitorGlobalObjectAlias]||function(){(e[e.visitorGlobalObjectAlias].q=e[e.visitorGlobalObjectAlias].q||[]).push(arguments)};e[e.visitorGlobalObjectAlias].l=(new Date).getTime();r=t.createElement("script");r.src=o;r.async=true;i=t.getElementsByTagName("script")[0];i.parentNode.insertBefore(r,i)})(window,document,"https://diffuser-cdn.app-us1.com/diffuser/diffuser.js","vgo"); vgo('setAccount', '610690736'); vgo('setTrackByDefault', true); vgo('process');