No final de 2015, as Empresas de Crescimento Elevado foram responsáveis pela criação de 102.759 novos postos de trabalho, revela a Informa D&B.
O número de empresas que empregam, no mínimo, dez empregados e que registam um crescimento orgânico médio anual de empregados superior a 20% durante três anos consecutivos – Empresas de Crescimento Elevado (ECE), de acordo com a definição da Informa D&B – e o emprego que criaram atingiu os valores mais elevados desde 2009. No último ciclo analisado pela Informa D&B, correspondente ao período compreendido entre 2014 e 2017, registaram-se 1.744 ECE, mais 169 do que no período anterior (2013-2016). Apesar de representarem 0,55% das empresas do tecido empresarial, as ECE são responsáveis pela criação de 12,2% da totalidade do novo emprego. Em números, no final de 2017, as ECE criaram 102.759 novos postos de trabalho, quase mais 13 mil do que no final de 2016.
Também o número de empresas Gazela – segundo a Informa D&B são ECE com cinco ou menos anos – está a crescer desde 2014, mas ainda não atingiu os valores de 2009. A percentagem destas empresas entre as ECE tem vindo a diminuir, fixando-se nos 12% no último período analisado, “o registo mais baixo desde 2009”, nota a Informa D&B. “Apesar do aumento do empreendedorismo em Portugal, esta redução das Gazelas deve-se ao facto de a maioria das novas empresas serem de dimensão muito reduzida, concentrando-se em setores com poucas ECE”, explica a empresa no comunicado enviado às redações.
De acordo com Teresa Cardoso de Menezes, diretora-geral da Informa D&B, “as ECE têm uma forte capacidade de adaptação”. “A percentagem de ECE no tecido empresarial e a sua contribuição para a criação do emprego mantêm-se semelhantes ao longo dos vários períodos. As taxas de crescimento de empregados e mesmo de volume de negócios continuam a ser muito elevadas, o que significa que as ECE, mesmo em épocas de crise, não perdem importância. É muito interessante verificar que, mesmo em período de recessão, as ECE continuam a crescer a velocidades impressionantes”, explica.
Empresas de Crescimento Elevado são PME de capital nacional
Segundo a Informa D&B, as 1.744 ECE que identificou “têm uma contribuição para o crescimento da economia muito superior ao seu número”. Adicionalmente ao emprego que criaram, entre 2014 e 2017 representaram 16% do crescimento do volume de negócios do tecido empresarial. A maioria tem entre seis a 20 anos, designando-se, por isso, empresas adultas. São de capital nacional, propriedade dos gestores em 70% dos casos e exportadoras em 51%.
De acordo com os dados divulgados pela Informa D&B, as Empresas de Elevado Crescimento são, maioritariamente, PME, “embora o seu grande dinamismo tenha consequências significativas no aumento da sua dimensão”. Há cinco anos, 88% das ECE eram de pequena dimensão, mas durante o período de crescimento elevado quase 30% subiram de escalão, com 445 empresas a chegarem a médias empresas e 69 à dimensão de grande empresa.
As ECE estão presentes em todos os setores de atividade. Mais de um quarto pertence ao setor da indústria (389), sobretudo das áreas do têxtil e da moda, seguindo-se o da construção (268) e dos serviços empresariais (203). Face aos números de 2009, a indústria cresceu 59% em número de ECE, ultrapassando o setor da construção. Mas o maior crescimento registou-se no setor do alojamento e restauração, que duplicou o número de ECE desde 2009, ocupando agora o quarto lugar com 184 empresas.