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adoção de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) nas empresas portuguesas está a aumentar, embora com alguma prudência. De acordo com o Guia Hays 2025, 71% das organizações em Portugal admitem vir a adotar ferramentas de IA mediante monitorização.
“A Inteligência Artificial está a transformar o mundo do trabalho. As empresas que souberem integrar estas ferramentas de forma consciente e estratégica estarão mais bem preparadas para os desafios futuros”, afirma Carlos Maia, Regional Director na Hays Portugal, em comunicado.
O Guia Hays revela que 55% das organizações já recomendam o uso de ferramentas de IA e 60% disponibilizam formação ou suporte para a sua utilização. Entre os principais benefícios identificados pelas empresas estão o aumento da produtividade e eficiência (70%), o suporte na análise de dados (57%) e a criatividade e geração de ideias (48%).
Por outro lado, entre os empregadores que não permitem o uso de IA, 36% não sabem justificar a decisão, enquanto 23% apontam receios relacionados com privacidade, segurança e ausência de benefícios claros. Apenas 1% das empresas proibiram o uso destas ferramentas.
Do lado dos profissionais, 41% já utilizam IA no seu trabalho, embora 88% afirmem não ter recebido qualquer formação por parte do empregador. Ainda assim, 90% estariam dispostos a participar em programas de requalificação para adotar estas tecnologias. A maioria (54%) mostra-se pouco preocupada com os riscos da IA para o futuro do emprego, mas 21% planeiam mudar de profissão ou área de especialização até ao final de 2025 em resposta ao avanço da IA.
O Guia Hays 2025 baseia-se em dados recolhidos através de um inquérito anónimo realizado pela Hays em novembro de 2024, com a participação de 2804 profissionais qualificados e 909 empregadores a operar em Portugal. A análise é complementada pelo conhecimento de mercado dos consultores da Hays, obtido através de milhares de entrevistas e processos de recrutamento.
A edição de 2025 está dividida em duas partes: uma análise das motivações, preferências e perceções de empregadores e profissionais sobre temas estruturantes do mercado de trabalho; e uma análise das dinâmicas de recrutamento e tabelas salariais por setor e função.