O Building The Future, evento português de transformação digital, patrocinado pela Microsoft e organizado pela imatch, contou com mais de 1100 oradores, 590 sessões e uma estimativa de mais de 75 mil participantes.
Na 6ª edição, todas as sessões, que incluíram oradores nacionais e internacionais, e as apresentações de casos de sucesso sobre IA generativa, estão focadas em 4 pilares: seres humanos com superpoderes, organizações “inteligentes”, impacto social e transformação organizacional.
“O objetivo desta edição é destacar a simbiose entre o potencial humano e a inteligência artificial, salientando uma amplificação dos sentidos e um aumento das capacidades que surgem durante esse processo, entre os seres humanos e as empresas”, esclarece a organização.
Uma novidade que se destacou no arranque do primeiro dia do evento foi a experiência imersiva com recurso à técnica Live Motion Capture, em que a tecnologia, implementada pela No Ideas No Arts, permitiu que o anfitrião do evento controlasse um avatar em tempo real.

A jornada da IA Generativa
Jorge Graça, Chief Technology Officer da NOS, partilhou algumas lições estratégicas para que as empresas possam entrar neste cenário transformador. “A melhor forma de começar a jornada da IA Generativa é, precisamente, reduzindo o propósito que, por sua vez, reduz o risco”, afirma.
A importância dos dados, na era atual, é incontestável. De facto, são a matéria-prima para a tomada de decisões informadas em todos os setores da sociedade. No entanto, a mera acumulação de dados não é suficiente. “A estrutura de dados adequada pode ser a chave para desbloquear o seu verdadeiro potencial. O poder está aqui, mas precisamos de ter cuidado com ele. “, aponta.
Desafios estratégicos e operacionais inerentes à implementação destas tecnologias
A IA generativa apresenta um potencial disruptivo, independentemente do tamanho ou setor de atividade das organizações. No entanto, esta inovação não está isenta de “dúvidas, receios, dificuldades e desafios”. Hélder Pinheiro, Data & IA Diretor da Claranet, explorou o tema com recurso a um estudo da McKinsey intitulado de “The Economic potencial of generativa IA”.
Hélder Pinheiro esclarece ainda que os desafios para o negócio podem ir desde disrupção do modelo de negócios ou aumento da concorrência. Já nas dificuldades operacionais, podemos ter soluções incompletas ou até desafios éticos e/ou regulamentares.
Organizações “inteligentes”
Valério Farias, Business Development Manager da Axians, falou sobre as organizações “inteligentes”, reforçando que o verdadeiro poder habita na imaginação das pessoas, muito mais do que na expertise.
A ligação entre as organizações “inteligentes” e a advanced analytics AI-driven reside na capacidade de utilizarmos, eficazmente, os dados disponíveis para impulsionar a inovação, a eficiência operacional e a vantagem competitiva. Ao integrar a IA nas estratégias de análise de dados, as organizações podem aproveitar todo o seu potencial para criar valor, adaptarem-se rapidamente às mudanças do mercado e, ainda, destacaram-se num ambiente empresarial cada vez mais competitivo.
Farias acrescenta que a estratégia de uma organização “inteligente” tem de passar, forçosamente, pela utilização da Big Data, de forma proativa e consistente, e alinhada com a estratégia do negócio.
A 6º edição do Building The Future decorreu em formato híbrido — não só permitindo uma experiência in person para os convidados, como em formato online (acesso gratuito).
Siga-nos no LinkedIn, Facebook, Instagram e Twitter e assine aqui a nossa newsletter para receber as mais recentes notícias do setor a cada semana!