As insolvências em Portugal têm vindo a aumentar. Até julho de 2024, foi registado um aumento homólogo de 16%, atingindo as 2.410. Por outro lado, a constituição de novas empresas diminuiu 3%, fixando-se nas 30.884. Os dados foram divulgados pelo Jornal Eco e fornecidos pela Iberinform.
Em julho de 2024, houve mais 309 insolvências, o que reflete um aumento de 26%, comparativamente ao mesmo mês de 2023. Quanto às novas empresas, o Jornal Eco referiu que, no mesmo mês do presente ano, foram criadas 3.260. Isto significa uma redução de 21% face ao mesmo mês do ano passado, segundo a Iberinform.
No mês em questão, as declarações de insolvência requeridas por terceiros aumentaram 53%. Já os pedidos de insolvência apresentados pelas próprias empresas subiram 71%, conforme apurado pelo Jornal Eco.
Um aumento foi, igualmente, verificado no que toca aos encerramentos com plano de insolvência, com uma subida de 50%. As declarações de insolvência para encerramento de processos, por outro lado, foram menos 84 que em julho de 2023. Registaram-se, assim, em 2024, 1.303, segundo divulgado pelo Jornal Eco.
Os valores em termos regionais
Os distritos de Lisboa e Porto são os que têm um maior número de insolvências. Lisboa é, contudo, o distrito que apresenta um maior número de novas empresas. Até julho de 2024, foram constituídas 9.695. Este valor reflete uma redução de 10%, comparativamente a julho de 2023. No Porto, por outro lado, a redução da criação de novas empresas foi de 2,5%, tendo sido constituídas até julho de 2024 5.244.
Segundo o Jornal Eco, Portalegre foi o distrito que registou a maior queda na criação do número de empresas, com menos 12% de empresas constituídas. Seguiram-se os distritos de Beja, com menos 11%, Vila Real, com menos 8%, Santarém, com menos 6%, Coimbra, com menos 5,5% e Setúbal, com menos 5% de empresas criadas até julho de 2024, face ao mesmo período de 2023.