Como a ATEC antecipa as necessidades de qualificação?
Ao longo dos nossos 20 anos de existência, temos encetado várias parcerias com o tecido empresarial, as comissões setoriais e associações, com o objetivo de estar a par das mudanças tecnológicas e das necessidades de qualificação do mercado, tentando, desta forma, apoiar e antecipar as necessidades das empresas.
Por outro lado, como é conhecida paralelamente à formação para o setor empresarial, a ATEC também desenvolve formação profissional para jovens e adultos, colocando anualmente centenas de formandos em estágio curricular, em mais de 300 empresas parceiras. Esta ligação com as empresas permite-nos criar um diálogo contínuo.
A análise de dados e tendências de mercado através de informação fundamental. Em 2021, desenvolvemos um estudo sobre a qualificação e requalificação em Portugal, o qual contou com a resposta de mais de 250 empresas, que identificaram três eixos de formação como sendo prioritários para a melhoria da atividade da sua empresa, nomeadamente: Eixo 1 das soft skills, como a liderança; Eixo 2 da componente técnica, com destaque para a automação e TI industrial; Eixo 3 da melhoria contínua.
Em 2022, explorámos as necessidades de qualificação ao nível da liderança operacional com o lançamento do estudo “Retrato da Liderança Operacional nas Empresas Portuguesas”, que nos permitiu ajustar os programas de formação para este grupo-alvo.
Em 2023, numa iniciativa conjunta com a APMI e a CIE, desenvolvemos um estudo para perceber a importância dos profissionais de manutenção nas empresas portuguesas, estudo que abrangeu mais de 6.000 profissionais. Estes estudos permitem-nos perceber as necessidades de qualificação, atuais e futuras, das empresas, lançando as linhas orientadoras para a criação e reformulação dos atuais programas e percursos formativos.
Em que formatos são desenvolvidos os programas de formação?
Embora os nossos programas sejam, na sua grande maioria, presenciais, devido ao seu cariz técnico e colaborativo, disponibilizamos um alargado conjunto de opções que se ajustam aos diferentes formandos, às especificidades da formação a desenvolver e aos objetivos específicos a alcançar. O formato pode variar entre o presencial, e-learning, b-learning, live training, flash training (formato digital de curta duração para focar um tema específico), ou o compromisso de vários formatos para alcançar os melhores resultados.
Como é que a ATEC apoia as empresas em termos de programas de upskilling & reskilling?
Os programas de requalificação (upskilling) e reconversão (reskilling) assumem-se como cruciais na adaptação das empresas às novas tecnologias, tendências e alterações do mercado. Enquanto entidade formadora, o nosso propósito é apoiar as empresas a capacitar e preparar as suas equipas para enfrentar desafios emergentes e acompanhar as transformações dos diferentes setores de atividade.
Neste sentido, temos vindo a desenvolver vários programas de formação e consultoria, com matriz ajustável à empresa e aos seus colaboradores, com foco nas áreas ligadas à produção e manutenção, liderança operacional, melhoria contínua e diversidade & inclusão.
“(…) temos vindo a desenvolver vários programas de formação e consultoria, com matriz ajustável à empresa e aos seus colaboradores (…)”
Na área da liderança destacamos o programa Passaporte Liderança, destinado à preparação e desenvolvimento de chefias operacionais. Para as áreas de manutenção e produção, o ReInventing People, o qual responde, por um lado, à necessidade de upskilling de colaboradores internos com novas competências e ao reskilling de colaboradores não especializados, por outro ao recrutamento de novos técnicos e ao seu onboarding na empresa, tem-se assumido como uma solução primordial.
Como perspetiva o futuro do trabalho em relação ao desenvolvimento de competências e à formação?
Para que as entidades de formação se preparem adequadamente para as necessidades futuras do mercado de trabalho, devem adotar uma abordagem proativa, resiliente e adaptativa em relação ao desenvolvimento de competências e à formação.
Desde logo, o alinhamento com as tendências do mercado é fundamental, trabalhar a personalização da aprendizagem, integrar novas tecnologias, como sejam a Inteligência Artificial, a Realidade Virtual e Aumentada, flexibilizar formatos de aprendizagem e fomentar a aprendizagem ao longo da vida. A aposta em soluções digitais de aprendizagem de elevada qualidade constituem-se como essenciais numa perspetiva de melhorar continuamente a experiência de aprendizagem dos participantes e na prossecução destes objetivos.
Outro dos aspetos que nos parece fundamental é investir na qualificação das nossas equipas, tanto ao nível da tecnologia e dos processos, mas também ao nível pedagógico e andragógico, potenciando a utilização das metodologias mais adequadas em sincronismo com as ferramentas digitais que potenciem os melhores resultados.
Artigo publicado na edição 153 da RHmagazine, referente aos meses de julho e agosto de 2024