Qual é a missão da Porto Tech Hub?
A criação da Porto Tech Hub em 2015 foi, precisamente, com o intuito de promover o Porto como um centro de excelência tecnológica e de inovação, tanto a nível nacional como internacional, criando e promovendo uma atmosfera favorável ao crescimento. Há nove anos que a associação sem fins lucrativos se tem empenhado, em parceria com a Câmara Municipal do Porto, em potenciar o ecossistema tecnológico da cidade, o que é visível com a fortificação do tecido empresarial que se sente no Porto. Por este motivo, consideramos que a nossa missão tem vindo a ser cumprida.
Também investimos bastante na formação profissional, facilitamos o networking, incentivamos a partilha de conhecimentos e oferecemos apoio às empresas associadas em várias frentes. Com iniciativas como a Porto Tech Hub Conference e programas de formação como os cursos SWitCH, temos contribuído ativamente para a dinamização do setor e para o ensino e integração de talento altamente qualificado no mercado de trabalho, impactando positivamente a empregabilidade no mercado tecnológico na região.
O crescimento contínuo marcado por 40 empresas associadas não só fortalece os negócios locais, como torna a cidade mais atraente para organizações internacionais que desejam entrar no mercado português. Assim, continuamos a expandir o ecossistema do Porto, cumprindo o nosso objetivo de impulsionar o desenvolvimento e reconhecimento da cidade como um polo tecnológico de referência.
Quais são os motivos que levaram à escolha do Porto como local para transformar num centro global de excelência tecnológica?
O Porto oferece um conjunto único de condições – desde um ecossistema empreendedor robusto a um ambiente acolhedor e propício para negócios – que o torna no local ideal para se estabelecer enquanto centro global de excelência tecnológica. Temos os braços abertos à inovação, com o ecossistema tecnológico da cidade a apresentar um crescimento de 53% entre 2019 e 2021, de acordo com o Global Startup Ecosystem Report 2024.
A estes números acresce o facto de a cidade ter o maior número de startups do país, o que é atrativo não só para empreendedores locais, mas também para empresas internacionais, contribuindo para uma maior diversidade e dinamismo no panorama tecnológico portuense.
A reputação das instituições de ensino do Porto, que formam anualmente dezenas de novos profissionais em tecnologia, oferece uma sólida base de talento qualificado. Naturalmente, isto é um fator decisivo para empresas que procuram bases de talento especializado, aumentando a sua confiança para se estabelecerem na cidade, o que por sua vez atrai ainda mais profissionais, que optam por aqui se fixarem e construírem uma vida.
Além disso, é ainda de destacar o ambiente business-friendly da cidade, com a facilitação da entrada e integração de empresas tecnológicas, dando fácil acesso a agentes políticos e associações de apoio, como a Porto Tech Hub, que atua como entidade facilitadora do mercado de tecnologia. Não podia deixar de salientar também a hospitalidade dos portuenses como um fator-chave na criação de um ambiente acolhedor e favorável ao empreendedorismo.
Qual é a importância da utilização de IoT, isto é, Internet das Coisas, pelas empresas?
A Internet das Coisas refere-se a dispositivos smart com ligação Wi-Fi ou bluetooth e que estão equipados com sensores que capturam, em tempo real, dados do ambiente que os rodeia. Ao analisar esses dados, as empresas conseguem acompanhar as mais recentes tendências do mercado, fomentar o crescimento e até tomar decisões mais informadas sobre as suas estratégias de negócio.
A IoT é, portanto, uma ótima ferramenta para potencializar os negócios e otimizar os processos. Ao implementar esta tecnologia e a contratar e/ou a qualificar profissionais nesta vertente da inovação, as organizações otimizam a eficiência operacional e a experiência do cliente e inovam os seus modelos de negócio, o que lhes garante uma vantagem competitiva.
Quais são os maiores desafios ao investir em IoT?
Os maiores desafios ao investir em IoT envolvem questões de segurança, interoperabilidade, custos e escalabilidade, mas existem soluções práticas para cada um deles. A segurança e privacidade são preocupações centrais, já que os dispositivos IoT estão vulneráveis a questões de cibersegurança, pelo que a solução é investir na criptografia robusta, na autenticação segura e em práticas de segurança.
Apesar da complexidade desta implementação poder ser vista como um obstáculo, com um planeamento detalhado e a contratação de especialistas em IoT, no apoio à integração, a questão é facilmente gerida. Estes especialistas estão também atualizados relativamente às leis, pelo que implementam práticas de conformidade desde a implementação dos sistemas e dispositivos, fator importante para evitar problemas legais.
Ainda que o investimento nesta inovação apresente alguns desafios, a solução está em abordá-los com soluções estratégicas e bem planeadas, transformando os obstáculos em oportunidades de crescimento e inovação, com a ajuda da formação e capacitação profissional em IoT.
Qual é o papel da formação no contexto da transformação digital?
A aprendizagem cultiva o pensamento estratégico e a liderança, ao mesmo tempo que dá ferramentas aos profissionais e às entidades para acompanhar o setor tecnológico, caracterizado pelos sucessivos avanços, transformações e atualizações.
A transformação digital é uma nova realidade das organizações, que exige um processo de adaptação, novos modelos de crescimento de negócio e a adoção da inovação e tecnologia, com vista ao aumento da produtividade e competitividade. Neste contexto, a educação tecnológica tem em si o segredo para acompanhar o progresso. Ao apostar na formação, aposta-se em profissionais mais resilientes e inovadores, com ferramentas, como é o caso da análise de dados, programação, cibersegurança e Internet das Coisas. Ao apostar no conhecimento, apostamos na liderança e na evolução, colocando-nos na linha da frente da transformação digital.
Em que medida é que o desenvolvimento de IoT aumenta a transformação digital dos negócios?
A IoT não só acelera a transformação digital, mas também a redefine, permitindo que as empresas se tornem mais eficientes, com respostas em tempo real e com uma perspetiva mais centrada no cliente. Com a evolução contínua da tecnologia, espera-se que o impacto da IoT nos negócios a acompanhe.
São várias as dimensões que beneficiam da IoT: a recolha de dados em tempo real, que faculta informações sobre o desempenho operacional, comportamento do cliente e tendências do mercado; a automatização de processos operacionais, que melhora a eficiência, minimiza erros e reduz custos operacionais; a experiência do cliente personalizada, a inovação dos produtos e dos serviços, a implementação de manutenção preventiva e a segurança aumentada.
Além disso, a Internet das Coisas pode ser integrada com outras tecnologias, como a inteligência artificial e big data, o que potencia e facilita ainda mais a transformação digital, através de análises mais profundas que podem orientar a visão estratégica das organizações.
Quais são as vantagens da criação da pós-graduação SWiTCH IoT, em parceria com o Santander?
A pós-graduação SWitCH IoT, em parceria com o Santander, apresenta uma particularidade que a distingue dos outros cursos SWitCH. Os cursos anteriores focam-se na requalificação profissional com vista à integração no setor tecnológico, enquanto que o SWiTCH IoT está vocacionado para profissionais que já estão integrados no mercado de trabalho. Assim, esta especialização foca-se no aperfeiçoamento de competências e consolidação de conhecimentos, com o objetivo de responder às necessidades das empresas.
Apresentamos o SWiTCH IoT, curso que incide no desenvolvimento de sistemas e dispositivos capazes de reunir e transmitir dados e com ligação ao Wi-Fi e bluetooth, como é o caso de smart tvs, smart homes, smartwatches, drones e smart cities, dada a necessidade de especialistas em IoT que se tem vindo a sentir nas organizações.
A parceria com o Santander surge do objetivo da Porto Tech Hub de facilitar o acesso à educação tecnológica, uma vez que acreditamos que o conhecimento e a formação contínua são cruciais para o desenvolvimento dos profissionais do setor.
Quais são as perspetivas da Porto Tech Hub para o futuro da formação tecnológica e que impacto esperam que estas iniciativas tenham na consolidação da cidade do Porto como um centro tecnológico de excelência?
O setor tecnológico tem, indiscutivelmente, uma génese muito dinâmica e evolutiva. Por isso, estes profissionais precisam de apostar na educação e formação de maneira continuada e ao longo das suas carreiras. Por entendermos a importância de acompanhar as tendências e fomentar o conhecimento para o setor tecnológico, temos vindo a implementar estas iniciativas em parceria com o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).
Os cursos SWiTCH já têm um impacto significativo, uma vez que já formaram mais de 400 estudantes, com uma taxa de empregabilidade de 98%. Esta aposta na formação cultiva o progresso dos especialistas, das empresas e do setor como um todo.
A aposta na educação não tem sido apenas benéfica para dinamizar o talento local, como também para atrair estudantes que escolhem o Porto como a sua casa, aumentando a nossa pool de talento. Com isto, cada vez mais empresas escolhem a Invicta para se instalar e para desenvolverem os seus negócios. Estas iniciativas traduzem-se em toda a cadeia de valor e este método tem ajudado a descentralizar a tecnologia e a consolidar o Porto como casa da inovação e centro tecnológico de excelência a nível internacional.