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Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1997 e 2012, permanece em média 1,1 anos em cada emprego nos primeiros cinco anos de carreira – menos da metade do tempo dos Baby Boomers (2,9 anos) e da Geração X (2,8 anos), e abaixo dos Millennials (1,8 anos). É o que revela o relatório The Gen Z Workplace Blueprint: Future Focused, Fast Moving, lançado pela Randstad Global.
“A Geração Z está a transformar profundamente o mundo do trabalho. Apesar da sua ambição e confiança digital, estes jovens sentem-se muitas vezes limitados pela falta de progressão e por um mercado que oferece menos oportunidades de entrada. Cabe às empresas criar percursos de carreira claros, programas de desenvolvimento inclusivos e estratégias de aprendizagem digital-first que ajudem os jovens a prosperar e a permanecer mais tempo nas organizações”, afirma Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal, em comunicado.
Segundo o estudo, a mobilidade da Geração Z resulta de ambição e da ausência de percursos claros de progressão. A escassez de funções de entrada é uma das principais causas: globalmente, os anúncios de empregos para perfis júnior caíram 29% desde janeiro de 2024, com quedas acentuadas nos setores da tecnologia (-35%), logística (-25%) e finanças (-24%).
Atualmente, mais de metade dos Gen Z (52%) procura ativamente uma nova oportunidade, e apenas 11% planeiam permanecer a longo prazo na função que ocupam. Para estes jovens, a progressão de carreira é o segundo fator mais relevante para mudança de emprego, logo a seguir ao salário.
Cerca de 79% afirmam aprender novas competências rapidamente, mas 41% dizem não ter confiança para encontrar outro emprego, enquanto 44% reconhecem que a função atual não corresponde ao emprego de sonho.
Apenas 45% têm um único emprego a tempo inteiro, muito abaixo das gerações anteriores. Muitos conciliam o trabalho principal com atividades paralelas, seja por necessidade financeira ou para responder ao desejo de propósito e flexibilidade.
Inteligência artificial é motor e… fonte de ansiedade
A inteligência artificial (IA) surge como uma ferramenta central para a Geração Z, mas também gera preocupações: 55% usam IA para resolver problemas no trabalho, mais do que qualquer outra geração; 50% recorrem à IA na procura de emprego, contra 37% da Geração X e 29% dos Baby Boomers; 75% utilizam IA para aprender novas competências, acima dos Millennials (71%) e muito acima dos Baby Boomers (49%).
Ainda assim, 46% dos profissionais temem o impacto da IA nas suas carreiras, acima dos 40% registados em 2023. Persistem também desigualdades no acesso à formação em IA: 46% dos homens receberam formação, contra apenas 38% das mulheres.
Consulte o estudo completo aqui.
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