Os profissionais de TI já não se preocupam apenas com o seu salário. O Barómetro TI da Michael Page mostra quais as novas preferências dos profissionais de TI.
Para 2016, os profissionais portugueses das TI já não lhes basta apenas um bom salário. Nas contas dos profissionais de TI a evolução de carreira, aliada ao equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é também uma meta importante a alcançar.
Não alheio a isto, está o acesso a formação contínua, oportunidade para integrar novos desafios e a transparência financeira.
Segundo o Barómetro TI Michael Page, pelo menos quase a totalidade dos profissionais inquiridos espera, por parte da entidade empregadora, que seja facultado o acesso a formação, e a ajuda para desenvolver competências (95,6%), assim como a sua integração em desafios interessantes – como tecnologias ou novos projetos (97,8%) e o acesso a ferramentas de trabalho eficientes (96,4%). Mesmo com uma elevada carga de trabalho, o bom ambiente na empresa é também fator determinante para a motivação dos profissionais de TI, sendo apontado por 97,8%.
Contudo, os principais aspetos referidos denotam o crescimento do papel de liderança destes profissionais na progressão da sua própria carreira. 94,9% afirma exigir a transparência sobre questões financeiras por parte da entidade empregadora e 96,4% exige um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Tatiana Leitão da Silva, consultora da Michael Page Information Technology corrobora: “Uma das grandes tendências atuais e com propensão a aumentar é o trabalho remoto, a partir da residência ou outro local em qualquer horário, a mobilidade total. O número de candidatos com preferência por oportunidades em que o trabalho remoto seja uma possibilidade tem aumentado, sobretudo em perfis que têm residência fora dos grandes centros populacionais, havendo deslocações esporádicas quando necessário à empresa. Sendo que também cada vez mais as empresas permitem e dão essa liberdade aos colaboradores”.
O desejo de evolução de carreira, mas também de valorização pessoal, conduz ainda ao interesse no reconhecimento concreto do seu trabalho e das suas competências: apenas 64,3% sente que o seu trabalho é reconhecido e, deste grupo, 39,7% afirma apenas receber reconhecimento verbal por parte de chefias. Resumindo, 1 em cada 3 profissionais afirma não sentir o seu valor reconhecido.
Quando procuram novos projectos, a aceitação de uma proposta de emprego é influenciada por diversas variáveis. No entanto, oferta salarial, definição e responsabilidades das funções e evolução na carreira são ainda os fatores que assumem maior peso no momento de decisão.
O valor salarial foi indicado por 69,8% dos inquiridos, a responsabilidade das funções por 59,3% e a evolução na carreira por 58,2%. Seguindo o acesso a formação e desenvolvimento de competências (34,9%), encontra-se a imagem/reputação da empresa (18,2%) e a sua dimensão (16%).
Do total de inquiridos, 44,7% aufere entre 35 e 55 mil Euros brutos por ano e 25,8% recebe mais de 55 mil Euros. consultoria (26,9%), banca/seguros (17,1%) e indústria (16,4%) são os setores que mais procuram profissionais especializados em tecnologias da informação.
A área das TI continua a ser uma das mais promissoras em Portugal. 87,3% dos inquiridos diz estar confiante na evolução positiva do mercado de trabalho e 61,7% diz sentir-se profissionalmente motivado.