Ambiente social, político e económico do país contribuem para a melhoria da sua reputação, junto do público interno e externo, avança a consultora Onstrategy.
Suportada, grosso modo, pelos “excelentes valores atingidos nos critérios de ambiente social”, a reputação de Portugal continua a superar os valores alcançados em 2017 e a manter a trajetória ascendente registada nos últimos anos, revela a consultora Onstrategy, na edição deste ano do Country Reputation Report. Mas não são só os valores mais altos no ambiente social que se destacam. O ambiente político e o ambiente económico viram também as suas classificações subir na perceção interna e externa do país. Estas são algumas das conclusões divulgadas no estudo que analisa anualmente as reputações de 60 países social, política e economicamente.
De acordo com os resultados do Country Reputation Report, a melhoria na visão externa do país é suportada “pela subida em alguns critérios chave, nomeadamente a ética e transparência governativa, a implementação de medidas sociais e económicas progressivas, a qualidade dos produtos e serviços produzidos em Portugal, a valorização da educação por via das universidades portuguesas, os avanços na tecnologia e a segurança”.
Segundo a Onstrategy, “há um nivelamento entre a perceção externa e perceção interna do que se passa em Portugal”. À exceção da dimensão de Governo, as categorias relativas a Economia e Sociedade recolhem opiniões muito alinhadas com a situação portuguesa. Apesar da diferença que se regista entre as perceções associadas ao Governo pelos públicos interno e externo, que vê com melhor reputação o ambiente político em Portugal, a evolução da perceção nacional é “notável”, avança a consultora. Em cinco anos, registou uma subida de quase 20 pontos (numa escala de 0 a 100).
“O estudo evidencia uma confiança crescente na eficiência do Governo e no alinhamento e cooperação das principais forças políticas, Governo e Presidência da República, que se destaca face a muitos outros países. Isto é visível tanto do ponto de vista interno, como externo, sendo reforçado na perspetiva internacional pelo facto de termos vários ex-governantes portugueses a atingir cargos internacionais como é o caso de António Guterres na ONU”, justifica Pedro Tavares, partner e CEO da Onstrategy.
No que respeita aos comportamentos que resultam da perceção de reputação do país (viver, visitar, estudar, trabalhar, comprar e investir), o que recolhe menor intenção continua a ser o critério associado ao investimento. Os restantes atingem já, de acordo com os dados do estudo, resultados excelentes ou robustos quer junto do público externo, como interno.
No Country Reputation Report participam, anualmente, 40 países e respondem três mil indivíduos em cada um, sendo representativos da sociedade local no que diz respeito ao género, idade e grau de formação. Em Portugal, cumprindo os mesmos critérios, participam 40 mil cidadãos.