De que forma é que as estratégias de RH se alinham com os objetivos empresariais mais gerais?
A área de RH sempre foi uma parte indissociável do negócio, que depende diretamente da capacidade de gestão das pessoas. O apoio ao desenvolvimento e formação que proporcionamos é uma das estratégias que mais contribui para alcançarmos os objetivos e continuarmos a ser uma marca de referência. Sabendo que mais de metade dos nossos mais de 10.500 colaboradores têm menos de 25 anos, é imprescindível pensarmos nos futuros líderes da nossa marca, pelo que temos de contribuir para o seu desenvolvimento.
Ao longo destes 30 anos, como foram evoluindo as práticas de retenção de talento?
O papel das empresas deve passar por garantir que as equipas se sentem motivadas na função que desempenham e no seu desenvolvimento profissional. As pessoas são o nosso maior ativo e os nossos melhores embaixadores, pelo que é fundamental que se sintam profissionalmente realizadas e envolvidas com a marca. Para além do salário e dos benefícios financeiros, oferecemos um robusto plano de formação e de desenvolvimento, e oportunidades de crescimento. Estes fatores, aliados a um bom ambiente e cultura, são essenciais para a boa experiência dos colaboradores.
O facto de a McDonald’s funcionar em regime de franchising impacta na gestão dos RH?
Os franquiados são responsáveis pela gestão do seu negócio, incluindo a gestão das suas equipas, mas todos se regem pelas mesmas políticas de RH, que garantem a coerência com os padrões da marca, promovendo uma cultura organizacional coesa. A consistência na experiência dos colaboradores é fundamental para a identidade da marca. Para além disto, são definidos procedimentos orientadores para recrutamento e seleção, que visam oferecer a melhor experiência ao candidato e apoiar o trabalho das equipas.
O crescente nível de formação da população portuguesa torna mais difícil encontrar candidatos para as funções de base?
A seleção acaba por ser, até, mais facilitada. O nível de qualificação em Portugal aumentou significativamente nos últimos anos. E como o nosso negócio se complexificou, o nível de qualificação das nossas pessoas também tem de ser mais alto. Mesmo o operador, que tem de gerir diferentes canais e diferentes clientes, muito mais exigentes, necessita de uma maior qualificação para conseguir acompanhar a dinâmica da operação.
Artigo publicado na edição 155 da RHmagazine, referente aos meses de novembro e dezembro de 2024
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