A maioria dos trabalhadores acredita que a IA será autónoma no futuro. A tecnologia é usada para executar quase metade das tarefas de trabalho, segundo os resultados da mais recente pesquisa da Salesforce (NYSE: CRM), CRM de IA. Algumas das atividades que poderão ser concluídas autonomamente são, segundo os profissionais, a escrita de códigos, a descoberta de insights de dados e a redação de comunicações escritas.
Contudo, nem todas as tarefas exigem recurso a IA. A pesquisa concluiu que integração, formação e manutenção de dados seguros são exemplo disso. Os trabalhadores preferem, nestes casos, optar pela supervisão humana. O investimento no conhecimento e na formação promove o futuro da IA autónoma.
A Salesforce divulgou que a IA não poderá descartar totalmente os humanos, mesmo perante os avanços da tecnologia. Os resultados das entrevistas a cerca de 6.000 pessoas em todo o mundo revelaram que os profissionais confiam no futuro com a IA, mas não só. A supervisão humana será sempre necessária, tendo de se adaptar às novas ferramentas. Serão essenciais a confiança, o conhecimento e a experiência.
Os resultados da pesquisa
A nível global, os trabalhadores acreditam num futuro autónomo, visto que já integram a IA em muitas tarefas. Os líderes revelaram mais confiança que os colaboradores. Os primeiros usam IA em 51% das atividades. No segundo caso, esta é aplicada em apenas 40% das tarefas. 77% dos profissionais tencionam permitir a atuação autónoma da IA no futuro. No entanto, a maioria destes só o pretende fazer dentro de três ou mais anos.
54% dos trabalhadores optam pela colaboração humanos-IA. Apesar disso, tarefas como escrever código, pesquisar insights de dados, desenvolver comunicações e atuar como assistente pessoal estão mais suscetíveis a serem executadas autonomamente por IA. Por outro lado, tarefas como ser inclusivo, integrar e formar e manter os dados seguros solicitam mais envolvimento humano.
A maioria dos trabalhadores a nível global acredita que o envolvimento e a capacitação humana transmitem mais confiança quanto à utilização da IA. As preocupações com as mesmas estão associadas, para 54% dos profissionais, à falta de conhecimento quanto ao uso. A competência aumenta a probabilidade de confiança da IA autónoma nos próximos dois anos em cinco vezes. 62% dos trabalhadores acreditam que a formação aumenta a confiança.
Paula Goldman, Chief Ethical and Humane Use Officer, afirmou: “Os profissionais estão entusiasmados com um futuro impulsionado pela IA e a investigação mostra-nos que o envolvimento humano pode ajudar-nos a lá chegar. Ao capacitar os humanos no comando dos atuais sistemas de IA, podemos construir confiança e impulsionar a adoção – permitindo aos trabalhadores desbloquear tudo o que a IA tem para oferecer.”