Aquando da decisão de escolher entre duas ofertas de emprego, a possibilidade de escolha do local de trabalho é um fator decisivo para os profissionais, revela o estudo da IWG.
O trabalho flexível não só é considerado um privilégio, como um fator essencial quando se trata de aceitar uma nova oferta de emprego. A conclusão é do mais recente estudo do International Workplace Group (IWG), detentor das marcas Regus e Spaces, que reuniu a opinião de mais de 15 mil empresários em 80 países.
A preferência dos trabalhadores pelo trabalho flexível é clara, já que no que diz respeito a vantagens no local de trabalho, 80% dos profissionais inquiridos disseram que, quando confrontados com duas ofertas de emprego semelhantes, recusariam a que não oferecia um trabalho flexível. A escolha do ambiente e local de trabalho é, para 70% dos inquiridos, um fator-chave na avaliação de novas oportunidades de carreira e é, para 54% dos profissionais, mais importante do que um aumento no subsídio de férias, respetivamente.
De acordo com o IWG, o desafio para as empresas reside no aproveitamento das oportunidades originadas pelo trabalho flexível, como a possibilidade dos tralhadores desenvolverem a sua atividade a partir de vários pontos do mundo, a melhoria da produtividade, a satisfação no trabalho, a retenção de talentos e o desempenho dos negócios. “Na verdade, muitos trabalhadores agora consideram que é o “novo normal” quando procuram dar o próximo passo nas suas carreiras. A procura por trabalho flexível está a aumentar de ano para ano, não dando sinais de abrandar”, lê-se no comunicado enviado às redações.
“Empresas baseadas em conhecimento, como consultoria e empresas de TIC em particular, adotaram estruturas de localização agnóstica para tornarem o trabalho remoto possível, já que muitos empresários perceberam que ser flexível pode desempenhar um papel crítico na ampliação de acesso aos principais grupos de talentos”, refere a IWG, acrescentando que, “uma vez considerada a reserva de pais com filhos pequenos, o trabalho flexível sofreu um “boom” de popularidade entre os funcionários em todas as fases de suas carreiras, devido às perspetivas atraentes de reduzir o tempo gasto com deslocações”.