Nuno Terenas, José Magalhães e Victoria Paul lançaram recentemente um questionário, dedicado aos riscos Psicossociais em Portugal. O estudo pretende apurar, seja ao nível dos empregadores, seja ao nível da comunidade científica, qual o bem-estar físico e mental de quem trabalha.
Neste sentido, este grupo de investigadores nacionais estabeleceu um protocolo com os autores do Projeto “Guarding Minds @ Work” (GM@W), no Canadá, no sentido de proceder à validação para a população portuguesa de um questionário que permita perceber a qual a situação portuguesa, no que diz respeito as condições psicossociais, no local de trabalho.
O stress e e os riscos psicossociais, como a precariedade do trabalho, nomeadamente, a pressão e a exigência laboral, o número elevado de horas de trabalho, a falta de equilíbrio entre o tempo para o trabalho, o tempo para a família e o envelhecimento dos profissionais, traduzem números preocupantes.
Cerca de 22% dos trabalhadores da União Europeia (em Portugal são cerca de 28%) estão afetados pelas consequências negativas do stresse (representam 40 milhões de profissionais de todas as atividades). A União Europeia, com os problemas do foro mental, identifica 136 mil milhões de euros gastos com dias perdidos, baixa produtividade e erros sistemáticos.
Para que consigamos entender onde Portugal se coloca nestes parâmetros o Inforh pede a todos os seus leitores que preencham este questionário: https://pt.surveymonkey.com/r/RiscosPsicossociais.
A vossa colaboração neste estudo sobre riscos psicossociais, é importante. A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, que na sua Campanha Europeia de Avaliação dos Riscos Psicossociais refere que “Num bom ambiente de trabalho, os trabalhadores dão conta de um elevado grau de satisfação com o trabalho e sentem-se estimulados e motivados para desenvolver as suas potencialidades”.
Pode ainda ler um artigo sobre um estudo feito por este grupo, publicado no Diário de Noticias no dia 27 de janeiro de 2016. Disponível em http://www.dn.pt/sociedade/interior/cientistas-querem-perceber-melhor-o-stresse-no-local-de-trabalho-5001957.html