Luxemburgo é a cidade com maior nível de segurança pessoal e Bagdad a cidade com pior nível.
A segurança, em particular, é um fator chave considerado pelas multinacionais aquando do envio de colaboradores para o estrangeiro, devido ao aumento de preocupações no que se refere à segurança pessoal e ao impacto significativo no custo de programas de compensação de colaboradores expatriados, segundo o 18.º estudo da Mercer – “Quality of Living 2016”.
“No último ano aumentaram as ameaças quer a nível nacional como global, bem como os movimentos migratórios como resultado da violência em determinadas zonas geográficas e a instabilidade social num número significativo de cidades que são importantes centros de negócio a nível mundial. Estes factos juntam-se ao complexo desafio que as multinacionais enfrentam na análise de segurança e condições de vida dos seus colaboradores expatriados”, refere Tiago Borges, responsável da área de talent da consultora Mercer. “As empresas multinacionais necessitam de dados precisos e métodos objetivos para a determinação do custo das implicações da detioração dos padrões de segurança pessoal na compensação dos expatriados”, acrescenta.
Viena continua a ser a cidade com melhor qualidade de vida, seguida de Zurique, Auckland (Nova Zelândia) e Munique. A cidade Norte Americana com melhor posição no ranking é Vancouver (5º lugar) e Singapura é a cidade Asiática melhor classificada, encontrando-se no 26º lugar.
O estudo da Mercer identifica também o ranking de segurança pessoal para toda a lista de cidades, baseando-se na estabilidade interna, criminalidade, aplicação da lei local e na relação do país com outros. Neste domínio, o Luxemburgo encontra-se em 1º lugar como a cidade mais segura, seguida de Berna, Helsínquia e Zurique – todas empatadas em 2º lugar. Bagdad (230ª posição) e Damasco (229ª posição) são as cidades menos seguras do mundo, de acordo com o ranking.
O estudo da Mercer é um dos mais completos nesta área, conduzido anualmente de forma a possibilitar as empresas multinacionais e outros empregadores a compensar os seus colaboradores de forma justa quando destacados em funções internacionais. Os incentivos para os colaboradores incluem por norma um subsídio de qualidade de vida e um prémio de mobilidade*. O estudo da Mercer “Quality of Living” fornece dados úteis, bem como recomendações premium para mais de 440 cidades do mundo. Este ano, o ranking inclui 230 destas cidades.
“Assegurar que as necessidades dos expatriados e das suas famílias são correspondidas independentemente do local onde são colocados é uma parte essencial da retenção de talento e das estratégias de recrutamento para a maioria das multinacionais”, afirma Diogo Alarcão, partner da Mercer. “A gestão da segurança e da saúde é de grande importância, especialmente para colaboradores recolocados com a família. Os nossos estudos permitem às empresas a adoção de políticas e medidas adequadas face às expetativas e necessidades dos colaboradores destacados. Outros elementos que devem ser tidos em conta, para além da segurança no local de acolhimento, são a obtenção de alojamento adequado e seguro, um programa de segurança interno abrangente, o acesso a serviços de apoio a expatriados, apoio médico, instalações de trabalho seguras e, finalmente, formação quanto à segurança no local de destino”.
Europa
Apesar das incertezas económicas, as cidades da Europa Ocidental continuam a disfrutar do mais alto nível de qualidade de vida a nível global, preenchendo 7 lugares no top 10. Viena permanece na liderança do ranking, à semelhança dos últimos sete rankings publicados. A esta cidade segue-se Zurique (2º lugar), Munique (4º lugar), Dusseldorf (6º lugar), Frankfurt (7º lugar), Genebra (8º lugar) e Copenhaga (9º lugar).
Em 69º lugar, Praga é a mais bem posicionada na Europa central e Oriental, seguida por Liubliana (76º lugar) e Budapeste (77º lugar). As cidades pior posicionadas na Europa são Kiev (176º), Tirana (179º) e Minsk (190º).
As cidades europeias também dominam o topo do ranking de segurança pessoal, com Luxemburgo a liderar, seguindo-se Berna, Helsínquia e Zurique, empatadas no 2º lugar. Viena encontra-se em 5º lugar, Genebra e Estocolmo estão ambas posicionadas em 6º lugar, e Copenhaga, Dusseldorf, Frankfurt, Munique e Nurnberg partilham o 11º lugar. Algumas capitais-chave encontram-se em níveis algo baixos do ranking, já que muitas sofreram ataques terroristas ou passaram por instabilidades sociais nos últimos anos. Exemplos incluem Paris (71º), Londres (72º), Madrid (84º) e Atenas (124º). O recente tumulto político e económico na Grécia, que resultou em manifestações violentas em Atenas e outras cidades do país, abalou o ranking de segurança do mesmo. Kiev (189º), São Petersburgo (197º) e Moscovo (206º) encontram-se nos níveis mais baixos do ranking de segurança pessoal da região.
Lisboa surge classificada em 42º lugar do ranking, descendo um lugar no ranking relativamente ao ano anterior. Apesar da tendência de subida que se tinha vindo a verificar, a capital portuguesa posiciona-se imediatamente acima de cidades como Chicago (43º), Nova Iorque e Tóquio (ambas em 44º).
Relativamente ao nível da segurança pessoal, Lisboa encontra-se em 59º lugar, encontrando-se acima de cidades como Lyon (62º), Milão (63º) ou Barcelona (64º).
Américas
A qualidade de vida permanece elevada na América do Norte, onde as cidades canadianas lideram o topo da lista. Vancouver (5º) é a cidade mais bem cotada, seguida de Toronto (15º) e Ottawa (17º). Nos Estados Unidos, São Francisco (28º) encontra-se na posição mais alta, seguindo-se Boston (34º), Honolulu (35º), Chicago (43º) e Nova Iorque (44º). No México, Monterrey (108º) é a cidade mais bem cotada, enquanto a Cidade do México se encontra em 127º lugar. Estas são as cidades pior cotadas da América do Norte. Já nas Caraíbas, o destaque vai para Havana (191º) e Port-au-Prince (227º). Na América do Sul, Montevideo (78º), Buenos Aires (93º) e Santiago (94º) permanecem as mais bem cotadas no ranking de qualidade de vida, enquanto Bogotá (130º), La Paz (156º) e Caracas (185º) são as piores.
As cidades canadianas são classificadas em níveis elevados no que toca a segurança pessoal, com Calgary, Montreal, Ottowa, Toronto e Vancouver a partilhar o 16º lugar, enquanto nenhuma cidade Norte-Americana se encontra no top 50. Kingston (199º), Tegucigalpa (201º) e Port-au-Prince (211º) encontram-se nos níveis mais baixos de segurança pessoal da região. Em 96º lugar, Montevideo é a cidade Sul-Americana com melhor ranking em segurança pessoal, e Caracas (214) a pior.
A maioria das cidades norte-americanas permanecem suficientemente seguras para expatriados. No entanto, as cidades Mexicanas apresentam cotações relativamente baixas, maioritariamente devido à violência proveniente do tráfico de droga. O recente aumento do desemprego na América Latina e nas Caraíbas, juntamente com a recessão económica e instabilidade política em alguns destes países explica os níveis relativamente baixos em termos da segurança pessoal da região. Ásia-Pacífico
A vasta região da Ásia tem uma variação considerável nos níveis de qualidade de vida. Em 26º lugar, Singapura permanece a cidade mais bem cotada, enquanto Daca (214º) é a pior. A seguir a Singapura, no sudoeste asiático, posiciona-se Kuala Lumpur (86º). Outras cidades-chave incluem Bangkok (129º), Manila (136º) e Jacarta (142º). As cidades Japonesas são as melhores no ranking do extremo oriente, com Tóquio em 44º lugar. Outras cidades que se destacam nesta região são Hong Kong (70º), Taipei (84º), Shangai (101º) e Beijing (118º).
No que se refere à segurança pessoal, o ranking para as cidades Asiáticas apresenta uma grande variação. Singapura (8º) é a mais bem cotada e é seguida por cinco cidades Japonesas – Kobe, Nagoya, Osaka, Tóquio e Yokohama, empatadas em 32º lugar. Outras cidades-chave incluem Hong Kong (37º), Taipei (78º), Beijing (97º), Seoul (115º), Nova Deli (142º) e Jacarta (172º). Devido a uma considerável instabilidade política e ataques terroristas em várias zonas turísticas nos últimos anos, Bangkok encontra-se em 173º lugar de segurança pessoal.
A Nova Zelândia e a Austrália apresentam das melhores condições de qualidade de vida. Auckland encontra-se em 3º lugar a nível global, Sidney em 10º, Wellington em 12º e Melbourne em 15º. Quanto à segurança pessoal, as cidades do Pacífico são igualmente bem cotadas, com Auckland e Wellington a partilhar o 9º lugar. Canberra, Melbourne, Perth e Sidney partilham o 25º lugar.
Médio Oriente e África
O Dubai (75º) continua a ser uma das cidades mais bem cotadas em termos de qualidade de vida em África e no Médio Oriente, seguida de Abu Dhabi (81º) e Port Louis (83º). As cidades da África do Sul Durban, Cidade do Cabo e Joanesburgo encontram-se em 85º, 92º e 95º lugar respetivamente. Bagdad (230º) é a pior cotada tanto a nível desta região como em termos globais.
Poucas cidades desta região se encontram no top 100 em termos de segurança pessoal – Abu Dhabi encontra-se no nível mais alto do ranking (23º lugar), seguida de Muscat (29º), Dubai (40º) e Port-Louis (59º). A futura anfitriã da FIFA World Cup 2022, Doha, encontra-se em 70º lugar no ranking de segurança pessoal. A geopolítica regional é altamente volátil e caracterizada por preocupações de segurança, tumultos políticos e um elevado risco de terrorismo. As cidades nos níveis mais baixos do ranking são Damasco (229º) e Bagdad (230), já que ambas testemunham violência contínua e ataques terroristas que pesam na vida diária dos locais e expatriados.