A julgar pela queda no ranking dos países mais atrativos, registada em 2018, Portugal já foi mais atrativo para trabalhar. Se, em 2014, era o 21.º país na escolha dos candidatos, este ano está na 30.ª posição, de acordo com o Global Talent Survey 2018.
Portugal não atrai pessoas para trabalhar como atraía há quatro anos. De acordo com o Global Talent Survey 2018, desenvolvido pela consultora The Boston Consulting Group (BCG), em parceria com a rede global de portais de emprego The Network, cujo representante em Portugal é o Alerta Emprego, a atratividade do país registou uma queda de 9% face a 2014. De 21.º país na escolha dos candidatos, agora é o 30.º.
A cidade de Lisboa também caiu na lista de preferências dos candidatos, do 29.º lugar, ocupado em 2014, para a 40.ª posição. O ranking das cidades mais atrativas para quem procura trabalho fora do seu país é liderado por Londres.
E são os brasileiros que mais se deslocam para Portugal à procura de uma oportunidade para trabalhar, à semelhança do que acontecia em 2014. No top das dez nacionalidades que Portugal mais atrai está, de acordo com o Global Talent Survey 2018, Angola, Espanha, Luxemburgo, Itália, Suécia, Países Baixos, Bulgária, Irlanda e Panamá.
Também já não são tantos os portugueses que desejam abandonar o país com o objetivo de procurar novos desafios fora de Portugal. O valor desceu de 79%, em 2014, para 58% em 2018, encontrando-se apenas um ponto percentual acima da média global (57%). E são os jovens (62%) e os mais formados (59%) que mais querem emigrar.
Saídos de Portugal é para o país vizinho que os portugueses mais viajam. São os “nuestros hermanos” que mais os atraem. Segue-se o Reino Unido, a Alemanha, Estados Unidos, França, Suíça, Austrália, Canadá, Bélgica e Brasil.
A procura de melhores oportunidades de carreira é o principal motivo que leva os portugueses a abandonarem este país à beira-mal plantado. Mas motiva-os, também, a experiência pessoal vivida no estrangeiro, melhores salários, a experiênia profissional adquirida internacionalmente e uma melhor qualidade de vida.
Se para a maioria dos inquiridos dos 198 países ter uma boa relação com os colegas no local de trabalho é o fator mais importante, aquando da procura de emprego, para os portugueses o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é o fator que mais valorizam. Mas valorizam, ainda, as possibilidades de progressão na carreira, a possibilidade de aprender e receber formação, o reconhecimento que lhes é dado, os valores da empresa e a sua estabilidade financeira, a segurança profissional e o interesse das funções desempenhadas. De acordo com os 111 recrutadores inquiridos em Portugal, os benefícios oferecidos pelas empresas variam entre a boa relação com os colegas e a chefia, a estabilidade financeira da empresa, os seus valores e reputação.