Se as saídas profissionais continuam a pesar na escolha de um curso superior, fatores como a vocação, os interesses pessoais e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional assumem um papel ainda mais relevante para uma parte significativa dos estudantes, segundo o estudo “Ensino Superior em Turismo – O que pensam os jovens de hoje”, promovido pela Universidade NOVA de Lisboa, em parceria com a GfK Metris, com base em 3.091 entrevistas presenciais a alunos do 10.º, 11.º e 12.º anos de escolas em Portugal Continental.
Segundo os resultados, 31% dos jovens afirmam que a vocação, os interesses pessoais e o equilíbrio entre carreira e vida pessoal são os fatores mais importantes na escolha de um curso superior. Já 21% apontam as saídas profissionais como principal critério de decisão, um indicador de que as novas gerações procuram cada vez mais alinhar o percurso académico com aquilo que valorizam para a sua vida e carreira.
Embora centrado no ensino superior, o estudo revela que a valorização do propósito, da realização pessoal, das experiências internacionais e da qualidade de vida, o que sugere que as organizações terão de ir além da remuneração e da estabilidade para conquistar as novas gerações. Evidencia também que a influência da família continua a ser determinante neste processo, sendo que 72% dos inquiridos identificam os pais e outros familiares como a principal referência na escolha do percurso académico.
O setor que continua no radar dos jovens
Os resultados do estudo mostram também que quatro em cada 10 estudantes admitem desenvolver uma carreira no setor do turismo, enquanto metade dos inquiridos identifica a possibilidade de viajar como uma das principais vantagens de uma formação nesta área. Empregabilidade, dimensão internacional, oportunidades de progressão profissional e realização pessoal surgem igualmente entre os atributos mais associados ao turismo.
“Este estudo revela que o turismo continua a afirmar-se como uma área de futuro e com forte capacidade para atrair as novas gerações. O facto de quatro em cada dez jovens admitirem desenvolver uma carreira no setor demonstra que o turismo é percecionado como uma escolha com oportunidades profissionais, dimensão internacional e potencial de realização pessoal“, afirma Carlos Brandão, Diretor da NOVA ESHTE, citado em comunicado.
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