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mercado de trabalho voltou a dar sinais de estabilidade em junho. A taxa de desemprego manteve-se nos 5,6% e a subutilização do trabalho recuou para o valor mais baixo desde 2011, segundo as estimativas provisórias divulgadas esta quarta-feira, 29 de julho, pelo INE.
Apesar de se manter estável em relação a maio, a taxa de desemprego diminuiu 0,3 pontos percentuais (p.p.) face a março de 2026 e 0,4 p.p. em termos homólogos. Já a taxa de subutilização do trabalho fixou-se nos 9,3%, menos 0,1 p.p. do que no mês anterior, menos 0,5 p.p. do que em março e menos 0,9 p.p. do que em junho de 2025. Trata-se do valor mais baixo desde o início da série estatística deste indicador, em 2011.
E não é tudo. Em destaque está também a taxa de desemprego entre os homens, que se situou nos 4,9%, o valor mais baixo desde fevereiro de 1998.
Por sua vez, os dados definitivos relativos a maio reforçam a tendência de melhoria do mercado de trabalho. Nesse mês, a taxa de desemprego também se fixou nos 5,6%, menos 0,1 p.p. do que em abril, menos 0,4 p.p. do que em fevereiro e menos 0,6 p.p. em comparação com maio de 2025. A taxa de subutilização do trabalho situou-se nos 9,4%, recuando 0,3 p.p. face ao mês anterior e um ponto percentual em termos homólogos.
Portugal continua abaixo da média da zona euro
Os dados do INE surgem numa altura em que a taxa de desemprego na zona euro se fixou nos 6,2% em maio e na União Europeia nos 5,9%, segundo o Eurostat. Entre os Estados-Membros, as taxas mais elevadas registaram-se na Finlândia (10,6%), Espanha (10,3%) e Suécia (8,7%). No extremo oposto surgem a Bulgária e a República Checa (2,9%), seguidas de Chipre e Polónia (3,1%) e Malta (3,5%).
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