O otimismo dos gestores portugueses em relação à evolução da economia nacional diminuiu face ao ano passado, revela a Stanton Chase Portugal.
Estão menos confiantes, mas igualmente ambiciosos. De acordo com o CEO Survey 2019, desenvolvido Stanton Chase Portugal, os executivos portugueses apresentam uma “clara redução das suas expectativas sobre a evolução da economia portuguesa e dos negócios das suas empresas”, face a 2018 e “sintomática da notória desaceleração da economia global”
Segundo a oitava edição do estudo que pretende contribuir para um maior conhecimento sobre a realidade portuguesa, auscultando as preocupações dos líderes e gestores empresariais numa perspetiva corporativa e pessoal, verifica-se uma ligeira quebra da perspetiva dos inquiridos, de 83% em 2018, para 73% em 2019, em relação ao crescimento do setor de atividade e à evolução do volume de negócios das respetivas empresas num futuro próximo.
No entanto, apesar da diminuição do nível de confiança na evolução da economia portuguesa, no que toca às principais linhas de orientação do negócio das respetivas empresas, “o tom continua ambicioso e semelhante a 2018”, nota a Stanton Chase Portugal, que inquiriu mais de uma centena de CEOs, general managers e country managers. Os dados revelam que 54% dos executivos pretendem adotar uma estratégia de expansão, 31% de diversificação e 28% de internacionalização.
De acordo com o CEO Survey 2019, as maiores dificuldades sentidas pelos gestores portugueses no que diz respeito à gestão de pessoas centram-se no recrutamento do talento adequado (56%), na retenção de pessoas-chave (31%) e no incentivo à motivação e compromisso dos colaboradores (36%).
Para os executivos inquiridos, é necessário desenvolver competências como a capacidade de liderança (52%), a adaptação à mudança, criatividade e inovação (52%) e as aptidões relacionais (42%).