A ERA atua em Portugal desde 1998, e atualmente conta com 200 lojas em território nacional. O Inforh entrevistou Rui Torgal, Diretor de operações da ERA, sobre o que os move e como motivam os trabalhadores num setor tão competitivo, como o mercado imobiliário.
Quantos colaboradores internos e externos tem a ERA?
A ERA tem, atualmente, cerca de 2000 colaboradores. Destes,1500 são comerciais.
Quais as vossas estratégias de recrutamento para a secção comercial?
A nossa estratégia de recrutamento faz-se a dois níveis. Por um lado, recrutamos dentro do nosso ciclo de influências, isto é, por recomendação e por referência de pessoas que já estão na rede. Por outro, através da colocação de anúncios na rede de lojas e nos órgãos de comunicação social.
O que procuram num colaborador?
Destacaria a capacidade de trabalho, a resiliência e a dedicação, bem como a capacidade de criar empatia e a ambição por fazer mais e melhor.
Como motiva os colaboradores, tendo em conta que estes vivem sobretudo de comissões salariais?
Há vários pontos, mas o próprio projeto ERA e o seu histórico, com provas dadas no mercado, são cruciais. Estes pontos não se podem dissociar da metodologia de trabalho ERA, uma vez que sem ela, não seria possível alcançar os bons resultados que temos vindo a testemunhar.
Depois, há a possibilidade de crescer, em função do mérito e dos resultados obtidos. Na ERA, os resultados significam crescimento e, simultaneamente, a possibilidade de uma carreira de sucesso. A passagem de comercial, a director comercial e, muitas vezes, a franquiado/dono do próprio negócio é uma realidade no universo ERA. Considero que nada pode ser mais gratificante, em termos profissionais, do que sermos nós a definir até onde queremos chegar.
Como lidam com o stress dos vossos colaboradores?
A ponderação e tranquilidade são a chave para a resolução de situações de stress. Não se reage ao stress criando mais pressão. Nestas situações é importante passar uma mensagem de confiança e é isso que fazemos sempre.
Caso um colaborador não atinja os objetivos propostos, que medidas tomam para o fazer melhorar?
A primeira coisa a fazer é identificar o problema, perceber o motivo que está na base do não atingimento dos objetivos. Na maioria das vezes estamos perante casos circunstanciais, pelo que ficamos mais próximos, de modo a dar todo o apoio necessário e ajudar a superar as metas definidas.
Caso a situação revele falta de empenho, isso implica outro tipo de medidas, nomeadamente uma análise, em conjunto com o colaborador, no sentido de perceber qual o rumo profissional que pretende seguir. Nem sempre os colaboradores estão vocacionados para a área comercial e, por vezes, há alturas da vida em que a pessoa prefere mudar de função ou até mesmo de atividade.
Que benefícios para além do salário tem um colaborador da ERA?
Um colaborador da ERA tem a perspetiva de uma carreira profissional, incluindo mesmo a possibilidade de liderar um projeto, o que é altamente aliciante. Para permitir essa progressão na carreira oferecemos formação e muito treino.
Quais as suas previsões para o setor imobiliário em Portugal? Que alterações pensa a ERA fazer nesse sentido?
Prevemos um crescimento sustentado num mercado cada vez mais exigente, onde a qualidade e o profissionalismo serão cruciais. Para respondermos eficazmente a esta tendência, temos já uma política de crescimento por equipas múltiplas dentro das próprias agências.