Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a taxa de desemprego manteve-se inalterada nos 6,3%.
O INE explica que a população ativa terá diminuído em 6,1 mil pessoas, enquanto a população inativa cresceu 7,8 mil em relação a junho. “A diminuição da população ativa resultou do decréscimo da população desempregada (3,4 mil; 1,0%) e da população empregada (2,7 mil; 0,1%)”, descreve a autoridade estatística nacional.
Já o aumento da população ativa (70,5 mil; 1,4%) em relação a julho de 2022 resultou do acréscimo tanto da população empregada (50,6 mil; 1,0%) como da população desempregada (19,9 mil; 6,4%)”, aponta o INE.
Quanto à subutilização do trabalho, uma medida mais abrangente para aferir o desemprego, abrangeu 629,6 mil pessoas, valor inferior ao do mês anterior (6,3 mil; 1,0%) e ao de três meses antes (21,4 mil; 3,3%), mas superior ao do período homólogo de 2022 (10,2 mil; 1,6%).
Uma análise por género, feita pela Randstad, mostra que, no mês de julho, o desemprego diminuiu 1,8% para os homens (2.800 indivíduos) e 0,3% para as mulheres (500 indivíduos). Já em termos de grupos etários, a diminuição do desemprego registou-se apenas na faixa dos adultos, dos 25 aos 74 anos. No grupo dos jovens dos 16 aos 24 anos verificou-se um aumento de 3.500 pessoas desempregadas.
Usando dados do IEFP, a Randstad também concluiu que, no mês de julho, os pedidos de emprego aumentaram em 246 e os desempregados registados também, com mais 6.588 indivíduos face ao mês de junho. Em termos de regiões, face a junho, verificou-se um aumento no desemprego em quase todas as regiões, destacando-se a do Norte, com um acréscimo de 5.412 pessoas, Centro, com um aumento de 1.090 pessoas, e Alentejo, que registou uma subida em 606 pessoas desempregadas. Houve diminuição mensal do desemprego no Algarve, na Madeira e nos Açores.
“Esta última nota mensal apela a uma reflexão sobre os jovens NEET (Not in education, employment or training). Atualmente, 9% do total da população entre os 16 e os 34 anos faz parte desta categoria. Alguns motivos poderão ser a falta de oportunidades, o desinteresse e o desalinhamento entre competências adquiridas e exigidas”, comenta Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad Portugal.