O teletrabalho continua a afirmar-se como uma realidade no mercado laboral português.
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), 1,1 milhões de trabalhadores exerceram as suas funções em casa no último trimestre de 2024, representando 21,5% do total da população empregada. Este valor traduz um crescimento de 7% face ao trimestre anterior, com um aumento de 73,3 mil trabalhadores em regime remoto.
A maior parte dos profissionais que trabalham à distância faz parte de um modelo híbrido, conciliando dias presenciais e remotos. Segundo os dados do INE, entre os trabalhadores que realizaram as suas funções em casa, 37,9% operaram num sistema misto, enquanto 23,7% estiveram sempre em teletrabalho.
Destaca-se que o modelo híbrido com alguns dias remotos todas as semanas foi a combinação mais popular,
abrangendo 310,9 mil profissionais (74,3% dos trabalhadores em regime híbrido).
Empresas e trabalhadores ajustam-se ao novo paradigma
O aumento do teletrabalho e a prevalência do regime híbrido estão alinhados com a crescente exigência dos trabalhadores por maior flexibilidade. Uma análise recente da Hays ao mercado de trabalho revelou que mais de metade dos 900 empregadores inquiridos asseguram praticar um regime híbrido com pelo menos um dia de trabalho remoto por semana.
Esta tendência está em contracorrente com as decisões de algumas empresas internacionais como Amazon, JPMorgan e Tesla, que optaram por um regresso total ao escritório, contrariando a vontade de muitos
trabalhadores.
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