Mais de 200 personalidades subscreveram um abaixo-assinado que apela à união das duas principais centrais sindicais – CGTP e UGT – para enfrentar a “contrarreforma laboral” que o Governo prepara. Entre os signatários estão nomes como o ex-secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, e a eurodeputada socialista Marta Temido.
O documento, entregue recentemente às direções das duas centrais, considera “urgente e inadiável” que trabalhadores e movimento sindical “façam jus à sua história” e se unam na defesa dos direitos laborais. No texto pode ler-se que “a democracia nascida com o 25 de Abril está num sobressalto sem paralelo”, com a ascensão de forças de extrema-direita e populistas e a preparação de medidas que os subscritores classificam como “profundamente lesivas” para os trabalhadores.
O apelo é inquívoco: uma resposta coordenada entre CGTP e UGT. “Mais do que nunca, neste contexto, só as centrais sindicais, congregando os restantes sindicatos, podem ter capacidade de defesa dos trabalhadores.”
O grupo de primeiros signatários inclui personalidades ligadas ao mundo académico, jurídico, cultural e sindical, como o professor universitário Miguel Prata Roque, o jurista e ex-presidente do IEFP António Valadas da Silva, a atriz Isabel Medina e o ex-coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, António Chora.
A entrega do abaixo-assinado está a cargo de um grupo dinamizador composto por figuras como Avelino Pinto, ex-professor universitário de Psicologia Social, o padre Constantino Alves, ex-dirigente sindical dos Metalúrgicos do Sul, a sindicalista e ex-dirigente da CGTP-IN Deolinda Machado e Guadalupe Simões, dirigente sindical.
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