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Samsys foi distinguida no segmento das médias empresas no People Engagement Survey (PES), um reconhecimento que Samuel Soares, CEO da empresa, considera uma validação externa do caminho trilhado na gestão de pessoas. “Receber esta distinção valida, de forma externa e independente, o caminho que temos vindo a trilhar na gestão das nossas pessoas”, diz em entrevista à RHmagazine.
Desde 2018, a Samsys participa regularmente no PES. “Mais do que um diagnóstico, é uma ferramenta estratégica de gestão, que nos ajuda a antecipar riscos, alinhar prioridades e tomar decisões com confiança”, explica Samuel Soares.
Gonçalo de Salis Amaral, Head of People & Culture Consulting da Cegoc, sublinha que o PES oferece uma visão 360º da realidade organizacional. “Vai além da medição do clima ou satisfação, cruza perceções, práticas e dados comparativos, e gera inputs acionáveis para decisões de liderança. É, hoje, um barómetro essencial para organizações que colocam as pessoas no centro e querem crescer com elas.”
A Samsys foi vencedora no segmento das Médias Empresas no âmbito do PES. O que representa esta distinção para a organização?
Samuel Soares (SS), CEO da Samsys: Receber esta distinção valida, de forma externa e independente, o caminho que temos vindo a trilhar na gestão das nossas pessoas. Confirma que escutar os colaboradores, agir com base em dados e criar contextos onde todos se sintam valorizados gera resultados concretos. Este prémio reforça a nossa ambição de ser uma referência na construção de culturas organizacionais humanas e de alto desempenho.
“Os colaboradores sentem-se escutados e valorizados, a liderança ganhou clareza sobre os temas críticos e a organização passou a atuar com base em evidência e não em intuição.”
O que motiva a Samsys a participar no PES desde 2018?
SS: Acreditamos que uma cultura forte só se constrói com base em dados, escuta ativa e melhoria contínua. O People Engagement Survey dá-nos uma leitura objetiva do engagement, permite comparar resultados com o mercado e avaliar a evolução ano após ano. Mais do que um diagnóstico, é uma ferramenta estratégica de gestão, que nos ajuda a antecipar riscos, alinhar prioridades e tomar decisões com confiança.
Ao longo destas edições, que desafios foram identificados? Houve algum aspeto mais crítico ou inesperado revelado pelos resultados?
SS: Inicialmente, garantir a participação e o envolvimento genuíno das equipas foi desafiante. Mas um dos insights mais marcantes foi perceber assimetrias entre níveis hierárquicos na perceção da liderança e da comunicação interna. Esse resultado levou-nos a implementar ações concretas de alinhamento e proximidade, que se traduziram numa maior coesão e confiança organizacional.
Que impacto concreto sentiram ao nível dos colaboradores, da liderança e da organização como um todo, após analisarem os resultados do PES?
SS: O People Engagement Survey permitiu-nos transformar perceções em decisões. Os colaboradores sentem-se escutados e valorizados, a liderança ganhou clareza sobre os temas críticos e a organização passou a atuar com base em evidência e não em intuição. Este ciclo de escuta–análise–ação tornou-se parte da nossa cultura e está hoje integrado na forma como avaliamos o sucesso organizacional.
De que forma os dados obtidos ajudam a tomar decisões mais informadas?
SS: O People Engagement Survey é mais do que um diagnóstico, é um guia para a ação. Com base nos resultados, reforçámos programas de desenvolvimento da liderança, criámos fóruns de escuta ativa e redesenhámos o onboarding com foco na integração cultural. O apoio da Cegoc foi essencial para transformar dados em planos de ação concretos. Nesse sentido, cada edição ajuda-nos a decidir com clareza e agir com mais impacto.
Enquanto empresa do setor tecnológico, como têm conseguido atrair e reter talento num mercado tão competitivo?
SS: Num mercado com alta rotação e escassez de talento, a diferenciação está na cultura. Apostamos em autonomia, desenvolvimento contínuo e lideranças próximas. O People Engagement Survey ajuda-nos a medir e reforçar esses pilares, permitindo-nos mostrar ao mercado que a Samsys é um lugar onde as pessoas crescem, são ouvidas e têm impacto real na organização.
Que expetativas têm para os próximos anos em termos de gestão de talento e engagement?
SS: O nosso foco será manter uma cultura que evolui com as pessoas. Queremos líderes mais preparados, equipas mais envolvidas e decisões mais rápidas e informadas. O People Engagement Survey continuará a ser o nosso barómetro de confiança interna, ajudando-nos a antecipar desafios, reforçar o alinhamento estratégico e garantir que o crescimento da organização é sustentável e humanizado. Recomendamos vivamente esta ferramenta a todas as organizações que queiram evoluir com base em dados fiáveis, comparáveis e verdadeiramente acionáveis.
O que faz do PES uma ferramenta relevante para as empresas?
Gonçalo de Salis Amaral (GSA), Head of People &Culture Consulting da Cegoc: O People Engagement Survey é uma ferramenta robusta de gestão estratégica de pessoas. Vai além da medição do clima ou satisfação, oferece uma visão 360º da realidade organizacional que efetivamente impacta os níveis de envolvimento e a capacidade de atração e retenção, cruza perceções, práticas e dados comparativos, e gera inputs acionáveis para decisões de liderança. É, hoje, um barómetro essencial para organizações que colocam as pessoas no centro e querem crescer com elas.
“A saída silenciosa e o presentismo são fenómenos reais. Em simultâneo, surgem sinais positivos, como um maior investimento na liderança, na cultura e no equilíbrio vida-trabalho.”
Que práticas considera essenciais para garantir que os resultados do PES não “ficam na gaveta”?
GSA: Tudo começa na liderança. Quando o sponsorship é claro, os resultados são levados a sério. Depois, é crítico envolver as equipas na interpretação dos dados, transformar os insights em prioridades de atuação realistas e comunicar com transparência. A Cegoc apoia este processo com workshops, relatórios detalhados e acompanhamento contínuo, assegurando que o estudo gera impacto e não apenas diagnóstico. A participação nos People Engagement Awards reforça este compromisso com a ação e a melhoria contínua.
Como é feito o acompanhamento da Cegoc após a apresentação dos resultados?
GSA: Sim. A nossa intervenção não termina na entrega de relatórios. Apoiamos a interpretação dos resultados, ajudamos a identificar áreas prioritárias e facilitamos momentos de reflexão com as equipas. Sempre que necessário, desenhamos planos de ação, propomos soluções de desenvolvimento e acompanhamos a implementação com foco na melhoria contínua. O nosso compromisso é transformar escuta em evolução com uma abordagem prática, comparativa e sustentada ao longo das edições.
Quais são as principais preocupações que as organizações portuguesas têm vindo a manifestar?
GSA: A valorização do bem-estar psicológico e a preocupação com o isolamento social têm ganho peso. A saída silenciosa e o presentismo são fenómenos reais. Em simultâneo, surgem sinais positivos, como um maior investimento na liderança, na cultura e no equilíbrio vida-trabalho. Este ano, destaca-se, ainda, o interesse pelo novo bloco de Automatização e IA, que revela o esforço das empresas em compreender como a tecnologia pode afetar, ou reforçar, o engagement e o vínculo humano nas equipas.
Que papel tem a liderança no sucesso deste tipo de iniciativas?
GSA: É absolutamente central. Quando a liderança assume o estudo como uma ferramenta de gestão e não apenas como um exercício de Recursos Humanos, o impacto multiplica-se. São os líderes que dão o exemplo, legitimam o processo e transformam dados em decisões. O People Engagement Survey tem mostrado que onde a liderança escuta e age, o engagement cresce de forma sustentável e os resultados refletem-se na retenção, alinhamento cultural e capacidade de adaptação ao futuro.
Que impacto têm sentido nas empresas que mais investem em escutar os seus colaboradores de forma estruturada?
GSA: As organizações que usam o People Engagement Survey de forma consistente apresentam melhorias nos níveis de retenção, satisfação e alinhamento cultural. Ao medir, comparar e agir, ganham agilidade na gestão e capacidade de antecipar riscos. O engagement torna-se um ativo estratégico, com impacto direto na produtividade, na reputação e no posicionamento da marca empregadora. Ser distinguido nos People Engagement Awards reforça este posicionamento e inspira práticas em todo o setor.
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