Um novo relatório global da Proofpoint, divulgado em Portugal pela Exclusive Networks, revela que os Chief Information Security Officers (CISOs) enfrentam pressões sem precedentes, vulnerabilidades internas e riscos acrescidos relacionados com a GenAI.
O estudo anual Voice of the CISO 2025, baseado em inquéritos a 1.600 CISOs em 16 países, indica que 76% dos CISOs acreditam que a sua organização poderá sofrer um ciberataque material nos próximos 12 meses, mas 58% admitem não estar preparados para responder de forma eficaz. Quase todos os entrevistados (92%) indicaram que parte das fugas de dados ocorreu devido a colaboradores em processo de saída.
O relatório revela que 66% dos CISOs estariam dispostos a pagar um resgate para prevenir fugas de dados ou restaurar sistemas, refletindo um crescente desfasamento entre a confiança expressa e a capacidade real de resposta. Como explica Patrick Joyce, Global Resident CISO da Proofpoint, “os resultados mostram um crescente desfasamento entre a confiança expressa pelos CISOs e a sua real capacidade de resposta. Enquanto muitos líderes transmitem otimismo, os dados provam o contrário: perdas crescentes, lacunas de preparação e o fator humano continuam a fragilizar a resiliência”.
O fator humano
Apesar de 68% dos colaboradores conhecerem boas práticas de cibersegurança, 66% dos CISOs consideram as pessoas o maior risco para as suas organizações. Além disso, um terço reconhece que os dados continuam insuficientemente protegidos, mesmo com ferramentas de prevenção de perda de dados (DLP) implementadas.
A pressão profissional reflete-se também na saúde mental dos líderes de segurança: 63% dos CISOs afirmam ter sofrido ou testemunhado burnout no último ano. O alinhamento entre CISOs e conselhos de administração caiu de 84% em 2024 para 64% este ano.
A ascensão da IA generativa
A Inteligência Artificial é simultaneamente uma prioridade estratégica e uma fonte de risco, sendo que 64% dos CISOs consideram a adoção de ferramentas GenAI estratégica para os próximos dois anos, mas 80% nos Estados Unidos receiam perdas de dados de clientes através de plataformas públicas de GenAI. Globalmente, 67% já definiram regras de utilização e 68% exploram defesas potenciadas por IA, embora o entusiasmo tenha diminuído face a 2024.
Ryan Kalember, Chief Strategy Officer da Proofpoint, sublinha que “a Inteligência Artificial deixou de ser conceito e passou a núcleo, transformando a forma como defensores e atacantes operam. Os CISOs têm hoje uma dupla responsabilidade: aproveitar a IA para reforçar a defesa e, em simultâneo, garantir a sua utilização ética e responsável”:
Do lado da Exclusive Networks Portugal, a Sales Director Elizabeth Alves acrescenta: “O relatório mostra bem a realidade que vivemos: os CISOs estão sob enorme pressão, o burnout cresce e o fator humano continua a ser uma vulnerabilidade crítica. A tecnologia existe para simplificar e apoiar, mas precisa de ser ajustada à realidade de cada organização. É por isso que, na Exclusive Networks, assumimos cada vez mais uma postura de consultora e especialista, ajudando os clientes a encontrar o conjunto de soluções mais adequado para as suas necessidades e para aliviar a carga sobre as equipas de segurança”.
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