Num mundo onde a confiança é frequentemente apontada como uma das características mais importantes da liderança, vários especialistas alertam para a importância de distinguir confiança de arrogância. A diferença pode parecer subtil, mas tem impacto na forma como as equipas colaboram, tomam decisões e respondem aos desafios das organizações.
Como escreve o portal Inc., esta reflexão foi partilhada por Jim Collins, autor do livro “Good to Great”, que associou o sucesso de algumas das empresas à forma como os seus líderes colocam os objetivos da organização acima dos seus.
Por sua vez, Edgar Schein, Professor Emérito da MIT Sloan School of Management e autor de “Humble Inquiry”, desenvolveu o conceito de “humildade do aqui e agora”, que descreveu como a capacidade de avaliar os desafios do momento e reconhecer que o conhecimento disponível pode não ser suficiente para lhes dar resposta. No seu entender, melhores líderes não assumem que têm todas as respostas. Pelo contrário, reconhecem que os desafios enfrentados pelas organizações são cada vez mais complexos e procuram ativamente o contributo, a experiência e as ideias das pessoas que os rodeiam.
O que fazem de diferente os líderes humildes?
Com base em tudo isto, eis os três comportamentos mais frequentemente associados a este perfil de liderança, segundo a Inc.:
- Dar crédito à equipa: destacam o contributo das equipas e valorizar publicamente o trabalho realizado pelos colaboradores;
- Envolver outras pessoas nas decisões: partilham informação, incentivam a participação e criam contextos em que os colaboradores se sentem confortáveis para apresentar ideias ou questionar decisões;
- Ouvir mais do que falam: em vez de assumirem que possuem todas as respostas, procuram compreender diferentes perspectivas e recolher contributos antes de tomar decisões.
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