Um estudo publicado no Journal of Management e citado pela Forbes revela que quando um trabalhador se manifesta em defesa de colegas marginalizados, as reações dos restantes podem ser imprevisíveis. Esta atitude pode inspirar e incentivar comportamentos inclusivos, como também provocar ressentimento e críticas negativas. A diferença está na perceção de quem observa o ato.
Os autores do estudo analisaram o conceito de “oppositional courage” (“coragem oposicional”, em português), descrito como um “comportamento que desafia membros poderosos da organização e/ou o status quo para remediar injustiças, desrespeito ou danos sofridos por membros de um grupo marginalizado e que, ao fazê-lo, implica riscos significativos para quem o realiza no trabalho”.
Quando os colegas acreditam que também são capazes de agir, tendem a elogiar e a sentir-se motivados a promover um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo. Por outro lado, quando falta essa autoconfiança, o comportamento pode gerar burburinho e críticas, motivadas por sentimentos de inferioridade moral.
Os investigadores recomendam que as organizações invistam na capacitação dos colaboradores para desenvolverem essa “coragem oposicional”, através de simulações, jogos de papéis e feedback positivo. Ao empoderar trabalhadores de grupos privilegiados a intervir contra injustiças, as empresas podem estimular mais funcionários a participar na promoção de ambientes de trabalho mais justos e saudáveis.
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