Com o intuito de dar a conhecer melhor os seus projetos e protótipos em desenvolvimento, a Accenture promoveu uma visita virtual a um dos seus sete laboratórios de inovação espalhados pelo mundo.
O Accenture Innovation Lab de Sophia Antipolis, em França, recebeu virtualmente cerca de 30 pessoas para dar a conhecer inovação, novas tecnologias e tendências.
Marc Carrell-Billard, Senior Managing Director and Lead – Technology Innovation and Accenture Labs, deu as boas vindas aos participantes da visita, falando um pouco sobre o espaço e sobre os propósitos dos Innovation Labs da Accenture. “O nosso foco com este projeto é tripartido: Tecnologias de Informação (IT), Tecnologia Operacional (OT) e até onde a tecnologia nos pode levar”.
Temas como o Metaverso, a Inteligência Artificial Generativa (IAG) ou a fusão entre a realidade e o virtual da tecnologia em tempo real nas empresas estão presentes em alguns dos projetos desenvolvidos neste espaço.
Imersão completa
Uma das tecnologias apresentadas pela Accenture foi a integração da realidade aumentada, scanner tridimensional e a inteligência artificial como forma de auxiliar um engenheiro, à distância, a interagir com o local de trabalho e na resolução de problemas: o 3DAPT.
A Accenture apresentou a título de exemplo o caso de uma caldeira. Numa primeira fase, é construído um scan tridimensional do objeto, de forma a identificar quais as falhas no aparelho. Em seguida, a inteligência artificial generativa é aplicada para completar os erros no scan, acrescentando detalhe e sublinhando as falhas. Depois, e não menos importante, um engenheiro utiliza um programa de Immersive AI (óculos de realidade virtual, uma plataforma de movimento e giroscópios) pode interagir “diretamente” com a falha e resolver o problema.
“Esta fusão de tecnologias pode melhorar, em muito, a nossa experiência de formação. Além disso, permite ‘monitorizar as emoções da pessoa’ em tempo real e permite tomar controlo do mundo real à distância”, explica a Anne Groeppelin, diretora do Laboratório de Sophia Antipolis.
Deteção mais eficaz de acidentes ou fenómenos naturais
Outra dos projetos apresentados pela Accenture já tem aplicação no mundo real. A aplicação de Inteligência Artificial na prevenção de acidentes ou incêndios.
“A partir de Inteligência Artificial, é possível para nós criar um espaço real e simular dentro desse espaço diferentes tipos de condições e ambientes, como chuva, neve ou calor. Isto, por consequência, permite treinar os nossos robôs a reconhecerem melhor os locais e a detetar casos de emergência, incentivando a automação dos espaços”, sublinha Marc Carrell-Billard.
Um outro exemplo, o “SOS Forest“, utiliza Inteligência Artificial Generativa para treinar um modelo de IA a ajudar Bombeiros na deteção mais rápida e eficaz de fogos.
“Esta última tecnologia necessita de muita informação, sendo que o seu processo de aprendizagem está em constante evolução. Mas o feedback que recebemos dos interessados nesta tecnologia é muito positivo. Também podemos adiantar que ela já está a ser implementada em França”, admite Yves Bernaert, Technology Lead da Accenture para a Europa.
Simulação Farmacêutica e o E-seed
A Accenture também tem colocado ênfase na convergência entre a tecnologia e a farmacêutica. “Como aprendemos com a pandemia, o tempo que demora até ao desenvolvimento de um medicamento ou vacina leva tempo, com muita tentativa e erro até chegar aos testes”, sublinha a Accenture.
Neste sentido, a Accenture decidiu aplicar a inteligência artificial e o metaverso em duas tecnologias: o “FormulAI” e o “Drug Discovery in Chemoverse”.
O primeiro destina-se a usar a Inteligência Artificial para compilar vários estudos científicos sobre uma molécula ou uma droga para perceber a sua viabilidade, reduzindo o tempo de pesquisa das agências farmacêuticas. A segunda, um algoritmo que compila as melhores propostas e simulações para um medicamento ou vacina, com base em uma molécula ou objetivo (aprovada pela FDA).
Outro projeto, focado em aumentar a produtividade na agricultura, é o E-Seed, projeto desenvolvido pelo Accenture Innovation Lab de São Francisco. “Consistem em sementes que se colocam de forma mais eficiente no solo e otimizam-se automaticamente ao nível da água, ao solo e ao seu tempo de germinação predeterminado”, afirma Marc Carrell-Billard.
Usar as inovações como uma missão de mudar o mundo
Para Yves Bernaert, Technology Lead da Accenture para a Europa, tudo o que foi mostrado nesta visita virtual é muito mais do que protótipos interessantes.
“Eu acho que é importante focar em três aspectos que, de certo modo, resumem a razão porque a Accenture quis começar o projeto dos Innovation Labs. O primeiro é que queremos que a tecnologia passe de um suporte para ser parte das necessidades individuais de cada empresa. O segundo é que a tecnologia desenvolvida aqui é suposto ter escala, não é apenas um conceito. O terceiro, e que se prende mais numa perspetiva mais internacional, é de reforçar o papel da Europa na reinvenção da forma de adoção da tecnologia, criando uma Europa mais digital”.
“O papel da Accenture, neste caso, é dar atenção a estas temáticas, cooperar com os legisladores europeus e com os ecossistemas das empresas”, admite Yves Bernaert.
Marc Carrell-Billard acrescentou também com a seguinte frase: “A razão porque entramos com este projeto é porque quisemos reinventar. Mudar o mundo é uma delas”.