Um estudo da consultora QSP realizado a propósito da 16ª edição do QSP SUMMIT, que decorre de 27 a 29 de junho, identificou que quase um em cada três líderes (31,4%) definem a sua liderança como participativa, que estimula a partilha de opinião de todos, a colaboração e o trabalho em equipa.
O estudo da QSP focou-se em perceber, entre outros tópicos, que tipo de lideranças existem nas empresas, como o poder é exercido por essas lideranças e como é percecionada a gestão por quem é liderado.
Os líderes definem-se sobretudo como líderes participativos/democráticos. De acordo com os resultados do estudo realizado pela QSP, 31,4% dos líderes afirmam optar por uma gestão que estimula a partilha de opinião de todos, a colaboração e o trabalho em equipa, enquanto 21,4% assume uma liderança pelo exemplo, embora apenas 1,6% dos liderados a veja como tal.
Quando a questão é feita aos liderados, as conclusões diferem, em parte, da visão transmitida pelos líderes. Embora a liderança democrática também seja salientada, surge em igual percentagem (28,6%) com o estilo autoritário ou autocrático como forma de liderança nas suas equipas, sendo os processos e tomadas de decisão centralizadas, de cima para baixo. A liderança autoritária ou autocrática é salientada pelos liderados, sobretudo, nas empresas com 20 ou mais anos, sendo que nas empresas com menos de 10 anos os líderes são mais vistos como participativos ou democráticos.
Ser um bom líder é algo mais inato do que aprendido
Para a maioria dos inquiridos (35,4%) neste estudo da QSP, ser um bom líder é algo mais inato do que aprendido. Há, contudo, uma importante “fatia” dos respondentes (34,9%) que considera que a capacidade de liderança é algo que já nasce consigo mas é exponenciada pela aprendizagem ao longo da vida, enquanto apenas 24,5% defende que é algo mais aprendido do que inato.
Estes líderes defendem que a sua principal função nas empresas é inspirar a restante organização (52,1%), sendo que comunicar de forma clara e eficaz (27,1%), delegar (12,1%) e tomar decisões difíceis (8,6%) são consideradas em segundo plano. Já na ótica dos liderados, comunicar de forma clara e eficaz é vista como mais necessária (38,9%), destacando logo a seguir a questão da inspiração (37,5%), e posteriormente tomar decisões difíceis (12,5%) e delegar (11,1%). Em especial, nas empresas com menos de 10 colaboradores, a competência de delegar ganha especial destaque.
Lideranças ágeis são chave para o futuro
Feito o autorretrato das lideranças, mas também o retrato por parte de quem é liderado, a QSP procurou perceber quão preparados estão os líderes para enfrentar os desafios futuros, de curto prazo ou de mais longo prazo. Uma liderança ágil e adaptável, que se possa ajustar rapidamente às mudanças, é vista como a mais importante por quase 30% das empresas, sendo relevante para 88,2% dos inquiridos.
A flexibilidade e adaptabilidade são ainda apontadas como as competências de liderança mais importantes num mundo em constante mudança, com a competência para tomar decisões estratégicas num ambiente complexo e em rápida transformação no mesmo patamar. Apesar de ser uma realidade cada vez mais premente, liderar equipas virtuais e remotas é, de longe, a competência menos referida.
A liderança é vista como tendo um papel fulcral para moldar o futuro das organizações, devendo desde logo ajudar a criar um ambiente de trabalho saudável e inclusivo para a equipa (83,5%), estimular a inovação e a criatividade dentro da organização (81,6%), bem como definir e comunicar uma visão clara para a organização (80,2%).
A capacidade de identificar e desenvolver talentos e habilidades na equipa (76,9%) também assume extrema importância num bom líder. Por isso mesmo, os inquiridos consideram que se deve fomentar uma cultura de aprendizagem contínua e feedback (86,3%), num ambiente de trabalho seguro e inclusivo, que valoriza a diversidade de opiniões e ideias (79,7%). Investir em formação e desenvolvimento de competências específicas é referido por 71,2%, mas apenas 19,3% o indica direta e exclusivamente.
Shaping the Future Leadership
Os resultados do estudo realizado pela QSP – Marketing Management & Research permitiram fazer uma primeira análise sobre a temática da liderança atual das organizações, mas também ficar a conhecer as perspetivas que líderes e liderados têm sobre o futuro.
A 16ª edição do QSP SUMMIT, que vai decorrer de 27 a 29 de junho de 2023, no Porto – Matosinhos, será o palco para o debate e a partilha de conhecimento sobre a liderança do futuro. Sob o tema ‘Shaping the Future Leadership’, mais de três mil participantes terão a oportunidade de ouvir durante os três dias do evento mais de 60 oradores sobre o futuro da liderança das organizações.