Ângelo Valente, Senior Manager of Communications and External Affairs da Blip
Qual foi a solução encontrada na empresa?
Há mais de um ano que a Blip tem uma política oficial de flexibilidade implementada que contempla teletrabalho e trabalho remoto. Já agora, convém explicar a diferença entre teletrabalho e trabalho remoto. Teletrabalho é a possibilidade de trabalhar um ou mais dias da semana fora da empresa, i.e., não de forma permanente, sendo que o trabalho remoto é quando o colaborador trabalha 100% do seu tempo fora do ambiente da empresa. Nesse sentido e, também por sermos um centro de desenvolvimento tecnológico, foi relativamente fácil e rápido implementarmos esta solução para todos os nossos colaboradores. Mais de 80% dos nossos colaboradores têm competências nas áreas das STEM e trabalhamos com metodologias Agile e SCRUM, sendo que utilizamos no nosso dia-a-dia ferramentas colaborativas, de gestão de projetos e de trabalho à distância como o Slack, o Zoom, One Drive, o Trello, o JIRA, o Workplace ou o Confluence, por exemplo. Além disso, todos os colaboradores têm computadores portáteis e um plafond mensal de chamadas e dados móveis, exatamente para promover e facilitar a comunicação e a mobilidade. Assim, em termos de fluxo de trabalho, o impacto foi mínimo.
Foram estabelecidas regras para o modo de funcionamento em teletrabalho?
Não. É o business as usual.
Como se realizam as reuniões de equipa?
Cada manager tem a liberdade para realizar as reuniões que entende necessárias com a equipa ou individualmente através do Zoom. Incentivamos a que também se realizem Virtual Coffees ou Get Togethers para as pessoas poderem fazer pausas no trabalho tal e qual como se estivessem fisicamente na empresa.
Os profissionais têm acesso, a partir de casa, a todos os documentos da empresa de que necessitam? Através de que ferramentas?
Sim, todos os portáteis têm uma VPN instalada e é possível aceder a todos os documentos necessários através do One Drive e do The Hub, o nosso portal do colaborador.
Esta estrutura organizacional em teletrabalho já existia pré-Covid-19, foi montada pós-Covid-19, ou já existia e foi reforçada perante este surto?
Já existia, portanto, a adaptação foi bastante fácil.
Como se mantém os colaboradores motivados à distância?
Com muita comunicação e interação e-social. Estamos a trabalhar num plano de comunicação interna para mitigar o risco de desmotivação que contemplará sessões de esclarecimento, melhores práticas de trabalho remoto, programas de bem-estar, saúde mental, formação e desenvolvimento pessoal e profissional, entre outros.
Como DRH, como está a encarar esta situação na sua empresa? Os colaboradores estão preocupados com o futuro?
Estamos a encarar a situação com agilidade, empatia e solidariedade, porque o mundo tal como o conhecemos nunca mais será o mesmo. Só os mais ágeis e solidários conseguirão sair ilesos e manter-se na linha da frente.
Vemos o que está a acontecer como uma oportunidade para continuarmos a reinventar o futuro da gestão de pessoas e continuar a dar o exemplo como pioneiros que sempre fomos.
É normal que haja alguma preocupação dos colaboradores quanto ao futuro, todavia, como nos pautamos por uma comunicação frequente, transparente e personalizada, essa preocupação tenderá a diminuir ou mesmo desaparecer. Acreditamos no que fazemos e como fazemos e as nossas pessoas, a par do seu conhecimento, são um elemento central da nossa estratégia.